Justiça interroga réus sobre morte de filho de Cissa Guimarães

Rafael Mascarenhas foi atropelado em julho de 2010, em um túnel na zona sul do Rio

AE |

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A Justiça do Rio de Janeiro retomou na quarta-feira (17) a audiência de instrução e julgamento do processo que apura a morte do músico Rafael Mascarenhas, filho da atriz Cissa Guimarães. Ele foi atropelado na madrugada do dia 20 de julho do ano passado, no Túnel Acústico, na Gávea, na zona sul da cidade.

Foram ouvidas pelo juiz Jorge Luiz Le Cocq D'Oliveira, do 2º Tribunal do Júri da Capital, uma testemunha de acusação e duas de defesa. O policial militar Alexandre dos Santos Restorff foi o primeiro a depor. Ele disse ter sido o primeiro policial a chegar ao local do acidente, momento em que socorreu a vítima até chegada do atendimento médico.

Em seguida, o inspetor da Polícia Civil João Carlos da Silva Farias foi ouvido. Ele afirmou que participou da apreensão do veículo envolvido no acidente em uma oficina em Quintino e que, quando chegou ao local, o vidro do carro já estava cortado. O comissário da Polícia Civil José Geraldo de Carvalho também prestou depoimento e confirmou a versão de João. Ele disse que o acompanhou na diligência para a apreensão do carro e que mandou tirar o para-choque, pois o mesmo dificultava a locomoção do veículo.

Depois, foram interrogados os réus Rafael de Souza Bussamra, motorista do carro, e seu pai, Roberto Martins Bussamra. Rafael disse que não sabia que o túnel estava fechado. Ele afirmou que não estava fazendo "pega" e que dirigia a uma velocidade compatível com a via, entre 80 km/h e 90 km/h. O réu contou ainda que quando entrou no túnel e viu skatistas no local, buzinou e ligou o farol alto do carro. No entanto, ao virar a última curva do túnel acústico, acabou atropelando a vítima.

Segundo Rafael, após o acidente, ele parou o veículo e voltou para socorrer a vítima. Ele afirmou que foi levado pelos policiais até o Jardim Botânico e que seu pai foi ao encontro deles. Rafael contou também que os policiais falaram para ele e seu pai não irem à delegacia, pois eles já teriam resolvido tudo.

Em seu depoimento, o pai de Rafael, Roberto Bussamra contou que recebeu um telefonema de seu filho, por volta de 1h20 da madrugada, no qual dizia ter atropelado um rapaz. Ele conta que, primeiro, Rafael pediu para que ele o encontrasse no local do acidente, mas que ligou de novo depois falando para encontrá-lo no Jardim Botânico. Os PMs que estavam com Rafael, de acordo com Roberto, disseram para eles não irem à delegacia.

Ainda de acordo com Roberto, ele e o filho Rafael foram coagidos e ameaçados, durante todo o tempo, pelos policiais, que exigiram um montante no valor de R$ 10 mil. Questionado pelo juiz, Roberto Bussamra afirmou que só chegou a entregar a quantia de mil reais para os policiais, pois quando soube que a vítima havia falecido, eles resolveram se dirigir à delegacia de polícia.

Rafael Bussamra é acusado dos crimes de homicídio doloso, corrupção ativa (duas vezes), fuga de local de acidente de veículo, participação em via pública de corrida automobilística não autorizada e fraude na pendência de procedimento policial. Seu pai, Roberto Bussamra, responde por corrupção ativa (duas vezes) e fraude na pendência de procedimento policial.

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