Justiça do Rio decreta prisão preventiva de falsa psicóloga

Medida vale também para o marido da suspeita, que já foi preso. Beatriz da Silva Cunha foi presa duas vezes mas foi solta

iG Rio de Janeiro |

Agência O Globo
Falsa psicóloga foi acusada de praticar tortura contra crianças autistas
O juiz Alcides da Fonseca Neto, da 11ª Vara Criminal da Capital do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, decretou nesta segunda-feira (23) a prisão preventiva da suposta falsa psicóloga Beatriz da Silva Cunha e de seu marido, Nelson Antunes de Farias Júnior.

Nelson foi preso hoje e Beatriz está foragida. O casal é acusado de estelionato e de cometer crimes contra as relações de consumo, sendo que a falsa  psicóloga também é acusada de falsidade ideológica.

Segundo a denúncia do Ministério Público Estadual, Beatriz se fez passar por psicóloga pós-graduada e especializada no tratamento de crianças autistas, sendo que sequer possui o curso de psicologia.

Já Nelson era responsável pela administração da empresa, denominada Cenacomp, constituída para o atendimento dos pacientes.

Desde 2005, os dois fizeram propaganda, inclusive na internet, dos serviços prestados em uma clínica de Botafogo, na zona sul carioca, e prestaram atendimento a diversas crianças, obtendo vantagem ilícita de cerca de R$ 400 mil.

Beatriz, que chegou a ser presa duas vezes desde abril mas foi solta por ordem da Justiça, também foi indiciada pelo crime de tortura. Segundo as investigações, ela usava métodos violentos para forçar as crianças a comerem.

O magistrado acolheu o pedido do Ministério Público, com fundamento na garantia da ordem pública. Para ele, os crimes atribuídos ao casal são graves e suas consequências abalaram a ordem pública.

“Portanto, os injustos culpáveis atribuídos aos dois acusados trouxeram enorme comoção e imensa repercussão no meio social carioca, haja vista que foram diversas as famílias atingidas quando entregaram, por erro, seus filhos, portadores de autismo, aos cuidados da ré, sempre escorada por seu marido, uma vez que propagavam as maravilhas de um tratamento diferenciado para os quais a acusada não estava nem de longe preparada, enquanto o réu atuava com o suporte técnico necessário, através da administração da falsa clínica onde ambos operavam”, destacou o juiz.

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