Justiça do Rio absolve “viúva da Mega-Sena”

O julgamento de Adriana Ferreira de Almeida, viúva de Renné Senna, havia começado na última segunda-feira

iG Rio de Janeiro |

Roberto Moreyra / Agência O Globo
Adriana Ferreira de Almeida, viúva de Renné Senna, ao chegar para o julgamento
Depois de cinco dias de julgamento, o Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Rio Bonito, no Rio de Janeiro, absolveu Adriana Ferreira de Almeida, de 34 anos, viúva de Renné Senna, ganhador do prêmio de R$ 51,8 milhões da Mega-Sena. Ele foi assassinado em janeiro de 2007, e ela era acusada de ser a mandante do crime. O julgamento começou na última segunda-feira e terminou somente na madrugada deste sábado (3).

Leia também: Ministério Público recorre de absolvição da viúva de milionário

O Conselho de Sentença também absolveu, por falta de provas, os outros três réus que estavam sendo julgados: a professora de educação física Janaína Silva de Oliveira da Costa e os PMs Ronaldo Amaral de Oliveira e Marco Antônio Vicente. Eles eram acusados de terem participado do planejamento do assassinato de René Senna.

O julgamento de Adriana, Janaína, Ronaldo e Marco Antônio durou cinco dias e nesse período foram ouvidas 17 testemunhas. Os outros réus do processo, o ex-PM Anderson Silva de Souza e o ex-funcionário público Ednei Gonçalves Pereira, já haviam sido julgados em 2009 e foram condenados a 18 anos de prisão pelo assassinato de Renné. Eles eram ex-seguranças da vítima e, de acordo com a sentença, Anderson teria feito os disparos e Ednei pilotado a moto.

Relembre o crime

Renné Senna ganhou sozinho em julho de 2005 o prêmio de R$ 51,8 milhões da Mega-Sena. Até então, ele vendia doces na beira da estrada. Cinco meses depois de virar milionário, Renné começou a ter um relacionamento com a cabeleireira Adriana Ferreira de Almeida.

Segundo parentes de Renné, com o passar do tempo, ela teria passado a cuidar das finanças do casal. Em outubro de 2006, o milionário teria incluído a mulher em seu testamento, deixando ela e sua filha, Renata Sena, como suas únicas herdeiras.

Segundo investigações da Polícia Civil, em dezembro do mesmo ano, Adriana comprou uma cobertura de R$ 300 mil no município de Arraial do Cabo, na Região dos Lagos do Estado do Rio, sem consultar Renné. Ao saber do fato, o milionário teria ficado descontente e discutido com ela.

Em janeiro de 2007, Renné estava em um bar com um amigo quando dois homens chegaram a bordo de uma moto e dispararam quatro vezes contra ele. A vítima estava em um quadriciclo que utilizava para se movimentar. O milionário era diabético e tinha as duas pernas amputadas.

De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público, o crime foi encomendado por Adriana. A ex- cabeleireira teria oferecido recompensa a cinco pessoas para que elas planejassem e executassem o assassinato. Entre os motivos, estaria o fato de ela ter descoberto que Renné iria terminar o relacionamento amoroso dos dois e excluí-la de seu testamento.

Adriana chegou a ser presa dias depois do crime, mas seus advogados conseguiram um habeas corpus para soltá-la. Avaliada em R$ 100 milhões, a herança de Renné Senna está está bloqueada pela Justiça.

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