Justiça decreta prisão de tenente-coronel pela morte da juíza Patrícia

Ordem para o crime teria sido dada quando Cláudio Luiz de Oliveira ainda era comandante do batalhão de São Gonçalo

iG Rio de Janeiro |

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decretou no final da noite desta segunda-feira (26) a prisão do tenente-coronel Cláudio Luiz de Oliveira, ex-comandante do 7º BPM (São Gonçalo) e que atualmente estava à frente do 22º BPM (Maré). Ele é apontado como o mandante do assassinato da juíza Patrícia Lourival Acioli , ocorrido no dia 11 de agosto no município de Niterói, na Região Metropolitana do Rio.

A ordem para o crime teria sido dada quando Oliveira ainda comandava o batalhão de São Gonçalo. Além do tenente-coronel, outros cinco policiais que trabalhavam com o ex-comandante na mesma unidade também tiveram as prisões decretadas nesta segunda-feira pela 3ª Vara Criminal de Niterói.

Reprodução Facebook
Patrícia Acioli tinha 47 anos e foi morta quando chegava em sua casa, em Niterói
Os PMs são acusados de acusados de forjar um auto de resistência (morte em confronto com a polícia) para acobertar o assassinato de um jovem identificado como Diego da Conceição Beliene, de 18 anos. O crime ocorreu no mês de junho durante uma operação do Grupo de Ações Táticas (GAT) do 7º BPM no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo.

Após chegar à conclusão de que teria sido um assassinato, a juíza Patrícia decidiu incluir no inquérito toda a guarnição do grupo que participou da operação policial.

Até então, somente dois PMs estavam presos por causa do crime. A decisão teria sido o motivo do assassinato da magistrada, segundo investigação da polícia.

Histórico

A Justiça já tinha decretado no dia 11 de setembro a prisão de três PMs pela morte de Patrícia . O tenente Daniel dos Santos Benitez Lopes e os cabos Sérgio Costa Júnior e Jefferson de Araújo Miranda teriam assassinado a magistrada acreditando, equivocadamente, que a prisão deles pela morte do jovem Diego ainda não havia sido decretada.

Eles não contavam, no entanto, que, horas antes de ser assassinada , Patrícia já tinha oficializado a medida. No último dia 19, a Justiça determinou que os três PMs fossem transferidos para carceragens diferentes para que não combinem estratégias de defesa.

A prisão do ex-comandante do 7º BPM teria sido decretada após um dos cabos já presos ter relatado que Oliveira havia sido o mandante do crime. O agente fez a revelação para obter o benefício da delação premiada, que acarreta uma provável redução de pena.

Patrícia foi assassinada no final da noite do dia 11 de agosto com 21 tiros quando chegava a sua casa, no bairro de Piratininga, em Niterói. No momento, a juíza, de 47 anos, estava sem seguranças.

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