Justiça decreta prisão de policiais que atiraram em juiz no Rio

Juiz e duas crianças foram baleados durante uma blitz no Rio de Janeiro

AE |

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O Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) decretou nesta sexta-feira a prisão temporária dos policiais civis suspeitos de terem atirado no carro do juiz trabalhista Marcelo Alexandrino da Costa Santos, na madrugada do último sábado, 2, na Estrada do Pau Ferro, no Rio. O decreto foi assinado pelo juiz Fábio Uchôa, em exercício no 4º Tribunal do Júri, pedindo a prisão temporária dos policiais civis Bruno Rocha Andrade e Bruno Souza da Cruz. 

Na companhia de familiares, o magistrado trafegava em seu carro, próximo a autoestrada Grajaú-Jacarepaguá, quando foi baleado. Para parentes e médicos, o juiz teria dito que pensou estar diante de uma falsa blitz realizada por marginais. Também ficaram feridos seu filho Diego Lopes, de 8 anos, e sua enteada Natalia Lucas Cukier, de 11 anos. 

Para o juiz Fábio Uchôa, os policiais têm instinto homicida e envergonham a Polícia Civil fluminense. "Observa-se que o crime foi praticado com extrema brutalidade, onde os indiciados, com verdadeiro instinto homicida e investidos da Autoridade do Estado, envergonhando a instituição da Polícia Civil do Rio de Janeiro". 

Ainda segundo o juiz, os policiais "efetuaram diversos tiros de fuzil contra as vítimas indefesas e seus familiares, que se encontravam fugindo de uma suposta falsa blitz realizada por marginais, sem apresentar a menor chance de defesa às vítimas, que estavam de costas, nos interiores de seus respectivos automóveis, fugindo de seus algozes, sem poderem imaginar que os autores daquela brutalidade fossem justamente os representantes do Poder Público, que deveriam estar ali para zelar, proteger e dar segurança a elas".

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