Justiça condena 17 pessoas ligadas ao tráfico internacional de drogas e armas

Bando trazia entorpecentes e armas do Paraguai. Traficantes controlavam os negócios de dentro de presídios do Rio de Janeiro

iG Rio de Janeiro |

A Justiça Federal do Rio de Janeiro condenou nesta semana 17 pessoas acusadas de tráfico internacional de drogas e armas que haviam sido denunciadas em 2010. Alguns integrantes do bando realizavam os negócios de dentro de presídios do complexo penitenciário de Bangu, na zona oeste da capital. As penas determinadas pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro variam de 5 a 40 anos de prisão.

Os réus foram condenados pelos crimes de tráfico internacional de drogas, associação para o tráfico, quadrilha armada, tráfico internacional de armas de fogo, corrupção ativa, falsidade ideológica e porte ilegal de armas de fogo. Como faziam uso de carros para o transporte das mercadorias ilegais, alguns integrantes também foram proibidos de dirigir durante o período de suas respectivas penas. Todos os condenados tiveram a prisão preventiva mantida pela Justiça.

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De acordo com a denúncia do MPF (Ministério Público Federal), oferecida em agosto de 2010 pelo procurador da República Renato Silva de Oliveira, o grupo trazia drogas (como cocaína, crack, maconha e haxixe) do Paraguai e transportavam de carro até comunidades carentes em Petrópolis, na região serrana, e Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Como alguns integrantes da quadrilha permaneceram foragidos, o processo foi desmembrado. Entre os 17 condenados, encontra-se Lenildo da Silva Rocha, condenado a 40 anos de prisão e Charles Silva Batista, o “Charles do Lixão”, condenado a 15 anos e três meses. Ambos comandavam atividades do grupo mesmo presos no complexo de Bangu.

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Antes, já haviam sido condenados outros três integrantes da quadrilha: Arquibal Pereira Pimentel Junior, Francisco Rodrigues da Silva e Zildomar Zaias. Mais três integrantes – Fábio Franscisco Agostinho (conhecido como “Play”), Leandro de Oliveira Rafael (o “Maisena”) e Narciso Ajala (“Bugão”) - seguem foragidos.

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