Justiça autoriza coleta de material genético de pais do menino Juan

Defensor que representa um dos PMs acusados do crime quer provar que corpo achado em Rio é mesmo do garoto

iG Rio de Janeiro |

A Defensoria Pública do Rio de Janeiro informou nesta terça-feira (4) que a Justiça do Rio concedeu liminar autorizando a colheta de material genético dos pais do menino Juan Moraes, de 11 anos, que morreu no dia 20 de junho durante uma operação da PM na comunidade Danon, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

O pedido da liminar foi feito pelo defensor Antônio Carlos Oliveira, que defende Edilberto Barros do Nascimento, um dos quatro PMs presos acusados da morte do garoto. A Defensoria quer que seja feito um exame de DNA entre os pais de Juan e o material genético colhido na exumação do corpo que a polícia informou ser da criança.

O órgão argumenta que ainda há dúvidas se o corpo enterrado em Nova Iguaçu é mesmo de Juan. Quando o cadáver foi achado no rio Botas, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, uma perita afirmou inicialmente que os restos mortais seriam de uma menina. Uma semana depois, entretanto, a Polícia Civil informou que o corpo era mesmo de Juan.

Segundo a Defensoria, a análise que indicou que o corpo seria de Juan não teve coleta de material genético. O órgão entrou com uma ação para garantir a coleta do material porque, por duas vezes, os pais de Juan não compareceram.

O casal foi incluído no Programa de Proteção às Testemunhas cujos representantes alegaram que não seria seguro colher o material genético no Rio de Janeiro. Com a decisão judicial, a colheta terá que ser feita no Rio

Histórico

A morte de Juan começou a ser investigada após o relato do irmão do garoto, que foi baleado no dia 20 de junho na Danon, que disse ter visto a criança caída no chão e ferida. Na ocasião,  um suspeito morreu e um outro jovem também foi baleado.

Os PMs foram até a delegacia registrar o caso como auto de resistência (morte em confronto com a polícia) mas não informaram sobre a morte de Juan.

Dias depois, um corpo foi achado no rio Botas, em Belford Roxo, que a polícia confirmou ser de Juan. Ao fim das investigações, a Delegacia de Homicídios concluiu que não houve confronto naquela noite e que os tiros que mataram Juan saíram de dois fuzis usados pelos PMs.

Os PMs foram denunciados por dois homicídios duplamente qualificados e duas tentativas de homicídio duplamente qualificado, com as agravantes referentes ao fato de uma das vítimas ser menor de idade e a abuso de poder por parte dos agentes públicos.

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