Justiça afasta do cargo vereadores ligados à milícia na Baixada Fluminense

Grupo liderado por políticos teria sido responsável por 50 homicídios desde 2007

iG Rio de Janeiro |

A Justiça do Rio de Janeiro mandou afastar da Câmara Municipal de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, os vereadores Jonas Gonçalves da Silva, o “Jonas é Nós”, e Sebastião Ferreira da Silva, conhecido como “Chiquinho Grandão”.

Eles foram presos em dezembro suspeitos de comandar uma milícia que teria sido responsável por cerca de 50 homicídios cometidos desde 2007. No grupo estão 13 PMs, um policial civil, um militar do Exército e outro da Marinha, que também foram afastados de suas funções públicas.

A Justiça ainda determinou também a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos réus, assim como a indisponibilidade dos seus bens.

As investigações da Operação Capa Preta revelaram o funcionamento da quadrilha chefiada por Jonas, que além de vereador é soldado reformado da Polícia Militar, e pelo filho dele, Éder Fábio Gonçalves da Silva (o “Fabinho É Nós”), ex-PM. Ao todo, 32 pessoas foram presas.

Comércio de gás e gatonet

Segundo as investigações, o grupo atuava em atividades ilegais como a cobrança de taxas de “segurança” e o fornecimento clandestino de gás, internet e TV a cabo (gatonet). Os presos também exploravam o transporte clandestino de passageiros e estavam envolvidos com ameaças e homicídios qualificados.

Entre outros fatos descritos na ação, estão o monopólio da venda de cestas básicas, a prática de agiotagem e grilagem, a comercialização de armas de fogo com traficantes e o controle do uso de máquinas de jogos de azar.

Os crimes ocorriam nas localidades de Gramacho, São Bento, Lote XV, São José, Parque Fluminense, Parque Muisa, Pantanal, Jardim Leal, Guaíra, Sarapuí, Vila Rosário e Parque Suécia, todas em Duque de Caxias.

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