Justiça adia para agosto o julgamento da 'Viúva Negra'

Advogada acusada de matar o marido não compareceu ao júri

iG Rio de Janeiro |

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"Viúva Negra": julgamento por homicídio foi adiado para agosto
O juiz Fabio Uchoa Pinto de Miranda Montenegro, do 1º Tribunal do Júri da Capital do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), remarcou para o dia 26 de agosto o julgamento da advogada Heloísa Gonçalves Duque Soares Ribeiro, conhecida como 'Viúva Negra'.

Ela seria julgada hoje pelo assassinato  de seu marido Jorge Ribeiro, ocorrido em 19 de fevereiro de 1992, em seu escritório, em Copacabana, na zona Sul da capital. Helena foi denunciada pela prática de homicídio doloso duplamente qualificado.

Como ela não compareceu ao júri nesta segunda-feira, houve o adiamento. A Justiça atendeu os pedidos do Ministério Público e da defesa para que fosse efetuada a intimação da ré por meio de edital, com prazo de 15 dias

Heloisa Gonçalves teve sentença de pronúncia em 25 de agosto de 2005 e, embora intimada pessoalmente deste ato processual, desde essa data ela vem se esquivando da Justiça.

Sucessão de crimes

A advogada recebeu a alcunha de “Viúva Negra” – um tipo de aranha que mata o macho após a cópula – porque algo estranho acontecia com os homens que passavam pela vida dela. Três maridos morreram em circunstâncias mal explicadas. Um ex-companheiro a acusou de tentar matá-lo e o filho de uma de suas vítimas sofreu uma emboscada, mas sobreviveu. Por conta das acusações, Heloísa deixou o Brasil e hoje é procurada pela Interpol, a polícia internacional.

O Ministério Público estadual acusa a 'Viúva Negra' de ter encomendado a morte de Ribeiro a uma terceira pessoa que até hoje não foi identificada. A acusação sustenta que ela teria planejado o crime e facilitado a fuga do assassino. A denúncia mostra que o militar foi amordaçado com um saco plástico, teve rosto e braços amarrados até receber diversos golpes na cabeça e no rosto, que lhe provocaram fraturas no crânio. A acusação afirma que a advogada agiu por “motivo torpe”.

Heloísa já foi condenada por falsidade ideológica (nove acusações) e bigamia. Na época do crime, estaria casada com três homens: o tenente-coronel Jorge Ribeiro, o comerciante Nicolau Saad, e o policial militar Roberto de Souza Lopes. De acordo com o MP, a “Viúva Negra” aproveitava a falta de comunicação entre cartórios para selar os matrimônios. Também usava diversas identidades para burlar a lei.

Com a morte de seus companheiros, Heloísa teria herdado pelo menos sete apartamentos em Copacabana; três no Leblon (um deles na praia, de frente para o mar); duas casas no Jardim Botânico; três lojas e um apartamento na Barra da Tijuca (zona oeste). Estima-se que os bens cheguem ao valor de R$ 20 milhões.

A cada casamento ela acumulava novas identidades. Heloísa também assina como Heloísa Gonçalves Duque Soares, Heloísa Gonçalves Duque Soares Ribeiro e Heloísa Saad.


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