Justiça aceita denúncia contra atropelador de filho de Cissa Guimarães

Pai, irmão e colega de Rafael Bussamra também vão ser julgados

iG Rio de Janeiro |

Agência Estado
Rafael Bussamra irá responder por cinco crimes
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) aceitou nesta segunda-feira a denúncia do Ministério Público contra Rafael de Souza Bussamra, que confessou ter atropelado Rafael Mascarenhas, filho da atriz Cissa Guimarães, em julho deste ano.

O pai de Bussamra, Roberto Martins Bussamra, o irmão, Guilherme de Souza Bussamra, e o colega Gabriel Henrique de Sousa Ribeiro – que dirigia outro carro quando houve o atropelamento – também vão ser julgados. A decisão é do juiz Paulo de Oliveira Lanzelloti Baldez, do 2º Tribunal do Júri da Capital.

De acordo com o TJ-RJ, Rafael Bussamra responderá por homicídio doloso (quando há intenção de matar), corrupção ativa, fuga do local do acidente sem prestar socorro, participação de 'racha' (disputa entre carros) e fraude processual.

Gabriel Ribeiro responderá por participação em 'racha'. Guilherme Bussamra responderá por fraude processual e Roberto Bussamra por corrupção ativa e fraude processual. A data do julgamento ainda não foi marcada.

Relembre o caso

A denúncia do Ministério Público foi oferecida no último dia 10 pela promotora Marisa Paiva, da 15ª Promotoria de Investigação Penal. Rafael Mascarenhas foi atropelado no dia 20 de julho quando andava de skate no Túnel Acústico, na Gávea, zona sul do Rio de Janeiro. A via estava interditada no momento do acidente. Ele chegou a ser levado ao Hospital Municipal Miguel Couto, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

Em depoimento, Rafael Bussamra disse que não sabia da interdição no tráfego na hora do acidente. A perícia feita pelo Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), da Polícia Civil, no carro de Bussamra apontou que o automóvel estava a uma velocidade de aproximadamente 100 km/h quando atropelou Rafael Mascarenhas. De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego do Rio (CET-Rio), a velocidade máxima permitida no Túnel Acústico é de 70 km/h.

Segundo investigações, o pai e o irmão de Rafael Bussamra foram até uma oficina consertar o carro usado no atropelamento para adulterar provas. De acordo com depoimento de Roberto , ele também pagou mil reais de propina a dois policiais militares do 23º BPM (Leblon) para desfazer a cena do crime e evitar a prisão em flagrante do filho.

Os soldados teriam pedido a quantia de R$ 10 mil para fazer o serviço. Eles foram indiciados por corrupção passiva e estão presos administrativamente em uma unidade prisional da PM em Benfica, zona norte do Rio.

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