Julgamento de viúva do milionário da Mega-Sena terá início amanhã

Adriana Ferreira de Almeida é acusada de encomendar a morte do marido, Renné Sena

iG Rio de Janeiro |

Está previsto para ter início nesta terça-feira (4) o julgamento de Adriana Ferreira de Almeida, de 34 anos, acusada de mandar matar o ex-marido, o milionário Renné Senna, ganhador de R$ 51,8 milhões na Mega-Sena. No júri, também vão ser julgadas outras três pessoas envolvidas no caso: os PMs Marco Antônio Vicente e Ronaldo Amaral de Oliveira e a professora de educação física Janaína Silva de Oliveira.

O assassinato de Renné Sena ocorreu no dia 7 de janeiro de 2007 no município de Rio Bonito, no interior do Estado do Rio de Janeiro. O milionário estava em um bar com amigos na localidade de Lavras quando dois homens chegaram a bordo de uma moto e dispararam contra ele.

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Adriana Ferreira de Almeida é acusada de mandar matar Renné Sena em janeiro de 2007
Ex-seguranças da vítima, o ex-funcionário público Ednei Gonçalves Pereira e o ex-PM Anderson Silva de Sousa foram condenados em julho de 2009 a 18 anos de prisão pelo crime. De acordo com a sentença, Anderson teria feito os disparos e Ednei pilotado a moto.

Adriana, Marco Antônio, Ronaldo e Janaína (mulher de Anderson) são acusados de terem participado do planejamento do assassinato. Os quatro suspeitos aguardam o julgamento em liberdade.

O júri vai acontecer na 2ª Vara Criminal de Rio Bonito e tem previsão para durar três dias. Na sessão, presidida pela juíza Roberta dos Santos Braga Costa, vão depor 40 testemunhas.

Relembre o crime

Renné Senna ganhou sozinho em julho de 2005 o prêmio de R$ 51,8 milhões da Mega-Sena. Até então, ele vendia doces na beira da estrada. Cinco meses depois de virar milionário, Renné começou a ter um relacionamento com a cabeleireira Adriana Ferreira de Almeida.

Segundo parentes de Renné, com o passar do tempo, ela teria passado a cuidar das finanças do casal. Em outubro de 2006, o milionário teria incluído a mulher em seu testamento, deixando ela e sua filha, Renata Sena, como suas únicas herdeiras.

Segundo investigações da Polícia Civil, em dezembro do mesmo ano, Adriana comprou uma cobertura de R$ 300 mil no município de Arraial do Cabo, na Região dos Lagos do Estado do Rio, sem consultar Renné. Ao saber do fato, o milionário teria ficado descontente e discutido com ela.

Em janeiro de 2007, Renné estava em um bar com amigo quando foi atingido por quatro tiros. A vítima estava a bordo do quadriciclo que utilizava para se movimentar. O milionário era diabético e tinha as duas pernas amputadas.

De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público, o crime foi encomendado por Adriana. A ex- cabeleireira teria oferecido recompensa a cinco pessoas para que elas planejassem e executassem o assassinato. Entre os motivos, estaria o fato de ela ter descoberto que Renné iria terminar o relacionamento amoroso dos dois e excluí-la de seu testamento.

Adriana chegou a ser presa dias depois do crime, mas seus advogados conseguiram um habeas corpus para soltá-la. Se for condenada, a herança de Renné Sena, avaliada em aproximadamente R$ 70 milhões ficará integralmente para sua filha. Atualmente, a quantia está bloqueada pela Justiça.

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