Juíza não solicitou segurança pessoal, diz presidente do TJ-RJ

Entre 2002 e 2007, Patrícia teve três seguranças a sua disposição. Após esse período, ela teria dito que serviço não era necessário

Raphael Gomide, iG Rio de Janeiro |

O presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), desembargador Manoel Alberto Rebêlo dos Santos, afirmou nesta sexta-feira (12) que o assassinato da juíza Patrícia Lourival Acioli não vai ficar "impune". De acordo com ele, a magistrada nunca solicitou proteção permanente, mas teve esse serviço a sua disposição, por iniciativa do TJ-RJ, entre 2002 e 2007.

Reprodução Facebook
Patrícia Acioli tinha 47 anos e foi morta quando chegava em sua casa, em Niterói
No último ano desse período, o setor de segurança institucional do tribunal fez uma nova avaliação e sugeriu a redução de três para um no número de policiais que faziam a escolta da juíza. “Ela achou que não era necessário. É comum que magistrados com segurança depois de algum tempo não queiram mais escolta por sentirem falta de liberdade”, disse o presidente do TJ-RJ.

Em entrevista coletiva, Rebêlo dos Santos afirmou ter encontrado Patrícia no último dia 27 de julho durante uma visita ao Fórum de São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. Na ocasião, a juíza não relatou nenhuma ameaça. Segundo ele, denúncias deste tipo não eram feitas por ela desde 2007.

“Após a reunião, ela brincou comigo dizendo que eu estava 'absolvido’. Parecia estar muito feliz. Não houve pedido de segurança”, disse. Alguns familiares da magistrada afirmaram à imprensa que ela recebia ameaças com frequência.

Para o desembargador, Patrícia era uma juíza “extremamente corajosa” que enfrentava grupos perigosos. “Esse crime não ficará impune. É uma questão de honra para a magistratura. Os criminosos serão identificados, julgados, punidos e, no que depender de nós, enviados para um presídio federal de segurança máxima”.

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Juíza é morta a tiros em Niterói, no Rio

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