Juíza assassinada tinha 91 PMs como réus, diz corporação

Corregedoria da Polícia Militar recebeu os nomes e irá avaliar cada caso

AE |

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A assessoria de comunicação da Polícia Militar confirmou nesta terça-feira (23) que 91 policiais militares eram réus em ações que seriam julgadas pela juíza Patricia Lourival Acioli , titular da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, assassinada na noite do último dia 12 de agosto com 21 tiros, na porta de sua casa.

O comandante da corporação, coronel Mário Sérgio Duarte, recebeu na segunda-feira (22) a lista do Tribunal de Justiça do Rio. Ele encaminhou os nomes para a Corregedoria da PM, que analisará caso a caso.

Entre os casos que seriam julgados pela magistrada, 50 réus respondem por supostos autos de resistência (morte de criminosos em confronto com a polícia).

Uma das providências acordadas na semana passada entre o Tribunal de Justiça do Rio e a Secretaria de Segurança Pública do Estado foi a transferência de todos os PMs, que respondem a processos judiciais na comarca da juíza assassinada. No entanto, a corporação ainda não definiu data para o remanejamento.

Também nesta terça-feira (23), o Ministério Público (MP) informou que o promotor Paulo Roberto Mello Cunha Júnior, que atuava junto com a juíza Patrícia Acioli, será transferido do Tribunal do Júri de São Gonçalo.

Segundo o MP, ele passará a trabalhar no Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), a partir do dia 29. De acordo com o MP, o promotor foi convidado para atuar no Gaeco, que tem abrangência estadual.

O juiz Fábio Uchoa, que substitui Patrícia Acioli na 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, anunciou hoje que Wanderson Silva Tavares, o Gordinho, apontado como chefe de um grupo de extermínio na cidade,  vai a júri popular pela morte de um traficante no ano passado.

Foi com Gordinho que a polícia achou, no início deste ano, uma lista com os nomes de 12 pessoas "marcadas para morrer". Na relação, estava Patrícia Acioli.

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