Jovem morre durante tiroteio no Complexo do Alemão

Óbito foi confirmado por parentes. Órgãos oficiais ainda não se pronunciaram

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Pablo Jacob / Agência O Globo
Após noite de confronto, policiamento foi reforçado no Complexo do Alemão nesta quarta-feira (7)
Uma adolescente de 15 anos morreu atingida por um tiro na cabeça durante o tiroteio ocorrido na noite de terça-feira (6) no Complexo do Alemão , zona norte do Rio de Janeiro. A informação sobre a morte de Ana Lúcia da Silva foi confirmada por sua tia Carla da Silva, embora nenhum órgão oficial confirmasse o episódio até a manhã desta quarta-feira (7). Segundo Carla, a adolescente chegou a ser socorrida, mas teve morte cerebral declarada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Penha.

Um intenso tiroteio causou pânico entre os moradores do Complexo do Alemão aproximadamente entre as 20h e 23h. Foram usadas granadas e armas de grosso calibre, além de balas traçantes, visíveis no escuro. Segundo a Força de Pacificação do Exército, inicialmente ocorreu um confronto entre traficantes da comunidade do Adeus, da Serra da Misericórdia e da Grota.

De acordo com moradores, os criminosos também teriam se voltado contra os militares que ocupam o complexo e que teriam ocorrido confrontos localizados entre a Força de Pacificação e os criminosos. O Exército não confirmou esse enfrentamento.

Para evitar que passageiros fossem atingidos por tiros, o teleférico recém-inaugurado no morro deixou de funcionar. Vias de acesso foram interditadas pelo Exército, que recomendou a moradores que não voltassem para casa enquanto houvesse tiroteio. Estabelecimentos comerciais também fecharam as portas.

Dois blindados do Exército e um do Batalhão de Operações Especiais (Bope) , da Polícia Militar, foram levados ao complexo. A tropa que ocupa o morro, integrada por cerca de 1.800 pessoas, foi reforçada por mais cem soldados.

Até o fim da noite de ontem, também havia informações sobre uma pessoa ferida: um homem de 47 anos, morador do morro, foi atingido por estilhaços de granada quando tentava voltar para casa. Ele recebeu atendimento no Hospital Estadual Getúlio Vargas e, segundo a PM, não corre risco de morte.

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