Jovem acusada de matar empresário em motel tentou suicídio na prisão

Verônica Verone, de 18 anos, disse que está isolada sem tomar remédios e que foi agredida na cadeia

iG Rio de Janeiro |

Pablo Jacob/Agência O Globo
Verônica Verone no dia que deixou a delegacia e foi para um presídio na zona oeste da capital
Acusada de matar o empresário Fábio Gabriel Rodrigues em um motel em Niterói (RJ) no mês de maio, a estudante Verônica Verone, de 18 anos, disse nesta sexta-feira (29) em audiência na Justiça que tentou o suicídio na prisão.

Disse também que está isolada no presídio Bangu 8, na zona oeste do Rio, cumprindo uma sanção disciplinar, e não está recebendo os remédios que usa, como Diazepan, Rivotril, Fluoxetina e Olcadil.

Por conta disso, a defesa pediu à Justiça que ela fosse transferida para o hospital psiquiátrico Heitor Carillo sob alegação de que, apenas nesta unidade, ela recebe os medicamentos.

Agência O Globo
Verônica Verone e o empresário Fábio Gabriel Rodrigues
A jovem disse ainda sofrer de síndrome do pânico e que teria sido agredida fisicamente e verbalmente por agentes penitenciárias quando chegou na cadeia. Afirmou também ter desmaiado na cadeia e não recebeu socorro.

Após ouvir o relato da jovem, o Ministério Público Estadual manifestou-se pela expedição de ofícios para a Secretaria de Administração Penitenciária com cópia das declarações prestadas por Verônica, solicitando que preste esclarecimentos e apure as irregularidades, bem como explicite se a sanção aplicada à detenta (no caso, o isolamento) foi objeto de algum recurso ou medida judicial.

O iG não conseguiu falar com nenhum representante da pasta que administra os presídios.

Na audiência de hoje, além de Verônica, foram ouvidas 12 testemunhas de acusação.

O crime

Verônica confessou ter matado por estrangulamento o empresário no dia 14 de maio. Os dois teriam um relacionamento amoroso.

De acordo com a polícia, o crime foi premeditado. Verônica teria feito várias ameaças ao empresário nos dias anteriores ao crime por tê-lo visto com outra mulher.

Segundo a polícia, Verônica chegou a oferecer R$ 2 mil para uma pessoa para cometer o crime e tentou comprar uma pistola pelo mesmo valor.

Responsável pelas investigações, a delegada Juliana Rattes, da 77ª DP (Icaraí),  disse que, na noite do crime, a jovem colocou um antidepressivo em uma bebida alcóolica ingerida pelo empresário para que ele ficasse desacordado e, com isso, pudesse enforcá-lo com um cinto.

Verônica Verone foi indiciada por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, impossibilidade de defesa da vítima e asfixia) e tentativa de ocultação de cadáver.

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