Instrutor de tiro confirma ter sido procurado por Wellington

Por e-mail, atirador disse a especialista que estava interessado em fazer um curso para uso de revólver calibre 38

iG Rio de Janeiro |

Em entrevista ao iG nesta segunda-feira (11), o instrutor de tiro Wílson Saldanha afirmou que Wellington Menezes de Oliveira o procurou em novembro do ano passado interessado em fazer um curso para aprender a usar revólver calibre 38.

Saldanha disse que os contatos com Wellington foram feitos todos por e-mail, trocados entre os dias 4 e 12 de novembro . No primeiro deles, o atirador disse que queria fazer o curso porque pretendia adquirir um revólver calibre 38.

Na última quinta-feira (7), Wellington invadiu a Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na zona oeste do Rio, e efetuou disparos contra vários alunos. Doze morreram. Após o ataque, ele se matou com um tiro na cabeça, segundo a PM.

Wílson contou que, após receber o correio eletrônico, respondeu dizendo que precisava dos dados de Wellington. O rapaz, então, enviou seu nome e endereço.

O instrutor afirmou que necessitava também da documentação de Wellington (CPF e carteira de identidade). Em novo e-mail, Wellington respondeu que era arriscado divulgar estes dados pela Internet e pediu para falar com ele pessoalmente.

Wílson, em nova mensagem, tentou argumentar com Wellington, dizendo que não havia problemas porque ele já tinha divulgado os seus dados pela Internet. Após este último contato, o rapaz não o procurou mais.

"O fato de o Wellington não querer passar os seus dados para eu checar se ele tinha antecedentes criminais é um indício de que ele estaria mal-intencionado", disse.

O instrutor disse acreditar que, apesar de Wellington procurar por um curso, ele não tenha feito nenhum tipo de treinamento para o massacre já que as armas usadas são de fácil manuseio.

Wílson disse que seu curso não ensina a atirar e sim manusear armas dentro das normas de segurança. Ele conta que, em média, um curso individual custa R$ 550 e é ministrado em um período de três a cinco horas.

"Pedimos que antes de começar o curso as pessoas apresentem um laudo psicotécnico da Polícia Federal", explicou.

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