IML diz que é precipitado apontar causa da morte da menina Joanna

Laudo diz que menina teve meningite, mas Instituto Médico Legal ainda não confirma que essa foi a causa do óbito

Daniel Gonçalves, especial para o iG |

O chefe do Instituto Médico Legal (IML) do Rio de Janeiro, Frank Perlini, afirmou ao iG nesta segunda-feira que ainda não é possível apontar a causa da morte da menina Joanna Cardoso Marcenal Marins, de 5 anos.

Segundo Perlini, apesar da meningite estar confirmada, é precipitado dizer que Joanna morreu por causa da doença, já que por pelo menos dois meses ela foi medicada com antibióticos. Além disso, o IML ainda depende de exames complementares que só devem ficar prontos em uma semana.

O IML não divulgou conclusões sobre os hematomas ou as queimaduras nas nádegas de Joanna. A Delegacia da Criança e Adolescente Vítima investiga a possibilidade de maus tratos e erro médico cometidos contra a menina.

Joanna morreu no mês passado após passar quase um mês em coma no Hospital Amiu, em Botafogo, zona sul do Rio de Janeiro. Antes, ela foi atendida pelo estudante de medicina Alex Sandro da Silva Cunha, que está foragido, no Hospital Rio Mar, na Barra da Tijuca, zona oeste. Na ocasião, a criança apresentou quadro de convulsões.

A mãe de Joanna, a médica Cristiane Cardoso Marcenal Ferraz, acusa o pai da menina, o técnico judiciário André Rodrigues Martins, de maus tratos. Já ele diz que não foi informado sobre as convulsões da filha, nem que ela tomava medicamentos controlados. O casal disputava na Justiça a guarda da criança desde seu nascimento.

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