Imagens de câmeras podem esclarecer mortes de policial e de suposto assaltante no Rio

PM foi morto em troca de tiros; um suspeito morreu e outro foi preso

Bruna Fantti, especial para o iG |

Agentes da Delegacia de Homicídios irão requisitar imagens do circuito de câmeras localizadas na avenida Rio Branco, nas imediações da rua da Assembleia, no Centro do Rio de Janeiro, onde, na tarde desta quarta-feira (17), houve uma troca de tiros entre um policial militar e um suposto assaltante.

AE/WILTON JUNI0R
Suposto assaltante é conduzido por policiais para hospital; morte será investigada
O objetivo é esclarecer as circunstâncias da morte do soldado, identificado como Bruno de Castro Ferreira e de um suposto assaltante, que ainda não foi identificado.

De acordo com a PM, dois agentes do 13°BPM (Praça Tiradentes) perseguiram dois homens que haviam tentado assaltar um estabelecimento comercial localizado em uma das vias paralelas à avenida Rio Branco, uma das principais ruas da cidade.

Um dos suspeitos, identificado como Oswaldo da Silva Oliveira Júnior, foi detido e permaneceu dentro da viatura da PM com um dos policiais, enquanto o soldado Ferreira continuou a perseguição ao outro.

Segundo agentes da sala de operações do 13º BPM, o segundo criminoso teria segurado uma pessoa na avenida Rio Branco, na altura da rua da Assembléia, para fazer de escudo, e, neste momento, atirou contra o soldado – que foi atingido na cabeça.

Ainda segundo a PM, o assaltante foi atingido por um tiro do agente, antes de ser atropelado por um táxi e quase ser linchado. Perto dos corpos, a polícia encontrou uma pistola, que seria do suspeito.

No entanto, fotos da Agência Estado mostram o suspeito sendo levado preso, algemado, para dentro da viatura da polícia. Nas fotos não são aparentes marcas de sangue no corpo do suposto criminoso - embora não seja visível a área do ferimento.

A secretaria Municipal de Saúde afirmou que o detido chegou morto ao hospital Municipal Souza Aguiar, também no Centro do Rio, e a causa provável da morte foi hemorragia interna ocasionada por um tiro no abdômen.

PM também vai investigar caso

Em nota, a assessoria da Polícia Militar afirmou que vai investigar o caso e que esse é um procedimento padrão em toda morte de um militar da corporação em serviço. A PM ainda afirma que “vai solicitar todo tipo de imagem que possa esclarecer o episódio”.

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