Imagens de câmeras podem ajudar a desvendar assassinato de fotógrafo

Márcio de Souza foi morto em um dos acessos ao Morro do Tuiuti

iG Rio de Janeiro |

Imagens possivelmente feitas por câmeras de segurança de estabelecimentos comerciais localizados próximo à área onde o fotógrafo Márcio Alexandre de Souza foi assassinado poderão ajudar a desvendar o crime. A informação foi divulgada nesta terça-feira pela Divisão de Homicídios da Polícia Civil, responsável pela investigação do caso. A vítima foi encontrada morta na tarde do último domingo por policiais militares do 4º BPM (São Cristóvão) em um dos acessos ao Morro do Tuiuti, em São Cristóvão, zona norte do Rio.

Policiais buscam as imagens para tentar identificar os possíveis assassinos. Por enquanto, a Divisão de Homicídios informa que não descarta nenhuma possibilidade. Agentes já estiveram no local e, como não foram encontrados cartuchos de munição no local, ele acreditam que os tiros que acertaram Márcio tenham sido disparados de uma longa distância ou mesmo de dentro de um carro. Apenas o celular da vítima teria sido levado pelos criminosos.

Testemunhas, porém, afirmam que dois homens de moto se aproximaram de Márcio, mandaram o filho dele correr e abriram fogo. Um terceiro homem em uma segunda moto estaria dando cobertura. Moradores da região, parentes e amigos da vítima estão sendo convocados a prestar depoimento.

Crime

Márcio Alexandre de Souza, de 36 anos, morreu após ser baleado com pelo menos dez tiros de fuzil , segundo o Instituto Médico Legal (IML). O crime ocorreu em um dos acessos ao Morro do Tuiuti, onde morava, na esquina das ruas General Padilha e Américo de Souza. O fotógrafo foi assassinado quando voltava para casa da escolinha de futebol do Vasco da Gama, acompanhado do filho.

Fotógrafo da TV Globo há cerca de cinco anos, Souza costumava viajar pela emissora para realizar trabalhos de divulgação para o departamento artístico. A última viagem foi para a Itália, acompanhando o elenco da novela "Passione". A Rede Globo ainda não se pronunciou sobre o caso.

No início da tarde de segunda-feira, cerca de 200 pessoas, entre parentes e amigos, compareceram ao enterro do fotógrafo no cemitério Memorial do Carmo, no bairro do Caju, zona portuária do Rio. Uma bandeira do Flamengo foi colocada em cima do caixão e o sepultamento ocorreu sob aplausos. A mãe de Márcio passou mal durante o enterro e precisou ser retirada do cemitério.

Amigos e familiares do fotógrafo afirmaram que ele não tinha envolvimento com drogas e não havia recebido ameaças. "O mais provável é que ele tenha sido confundido com outra pessoa. Ele era evangélico, não consumia bebida alcoólica, tinha uma vida saudável. Era da igreja para casa e da casa para o trabalho. No máximo ia ao shopping comer uma pizza com os filhos", disse Douglas de Carvalho, cunhado da vítima.

O filho de Márcio, de 11 anos, que estava com ele durante o crime, está em estado de choque e só chora, segundo relatos de pessoas próximas. A mulher do fotógrafo não quis falar com a imprensa durante o sepultamento. A vítima ainda tinha mais dois filhos, um bebê de nove meses e uma menina de 13 anos.

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