Idosa morre vítima de bala perdida no Rio

Estudo do Instituto de Segurança Pública mostra que mortes por bala perdida no 1º semestre subiram de 4 em 2009 para 11 em 2010

iG Rio de Janeiro |

Policiais civis trocaram tiros na manhã desta quinta-feira com supostos traficantes do morro da Fé, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro. Uma idosa, de 67 anos, morreu e pelo menos duas pessoas ficaram feridas, segundo a polícia do Hospital Estadual Getúlio Vargas. A mulher, vítima de bala perdida, chegou a ser levada para o centro cirúrgico, mas não resistiu aos ferimentos.

De acordo com a PM, a avenida Brás de Pina e a Rua Irapuã foram interditadas por quase uma hora por causa do confronto, que começou quando equipes da Delegacia de Roubos e Furtos de Carga rastreavam um caminhão. Ao avistarem as viaturas, bandidos teriam começado a atirar.

No final da tarde de ontem, um adolescente de 12 anos morreu também vítima de bala perdida e uma mulher ficou ferida durante uma troca de tiros entre policiais e supostos criminosos no Morro da Mangueira, na zona norte. A ação visava recuperar os carros roubados no Elevado Paulo de Frontin.

Crescimento de 175% nas mortes por bala perdida

Levantamento do Instituto de Segurança Pública (ISP) do Rio de Janeiro divulgado na quarta-feira apresenta uma diminuição no número de vítimas por balas perdidas no primeiro semestre de 2010 em todo o Estado, com redução de 18,4%, mas o número de mortes aumentou 175%. De acordo com o estudo, 84 pessoas foram vítimas no período de janeiro a junho, sendo 11 fatais. Em relação ao mesmo período de 2009, houve uma redução de 19 vítimas. No ano passado, porém, foram quatro mortes neste tipo de ocorrência.

Os dados indicaram a capital como a região do Estado onde mais ocorreu casos de bala perdida: foram oito vítimas mortas e 57 feridas nessa região. A Baixada Fluminense veio logo a seguir, com duas vítimas fatais e 12 não fatais. Em Niterói houve quatro feridos e no interior, um morto.

Segundo o documento, do total de 2.552 homicídios dolosos ocorridos no período de janeiro a junho de 2010, 1.810, ou 70,9%, ocorreram com emprego de arma de fogo. Desse total de homicídios com uso de arma de fogo, 11, ou 0,6%, decorreram de balas perdidas. O mês de maior incidência de vítimas fatais foi abril, com quatro mortos.

Pesquisa

A análise buscou levantar algumas características das vítimas (sexo e idade), bem como identificar o local do caso e observar se há menção a alguma ocorrência nas proximidades, tais como ação policial, ação de criminosos, ou ainda, outros fatos de natureza diversa como festas, disparos contra terceiros e roubo.

O relatório foi produzido diante do convencionado pelo senso comum como "bala perdida", não constituindo conceito jurídico ou sociológico. Assim, fica entendido como "vítima de bala perdida" a pessoa que não tinha nenhuma participação ou influência sobre a ocorrência no qual houve disparo de arma de fogo, sendo, no entanto, atingida.

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