"Houve erro na forma com que a polícia tentou parar o ônibus", diz Beltrame

Secretário de Segurança criticou ação dos PMs mas também fez elogios ao afirmar que eles evitaram o pior

iG Rio de Janeiro |

Futura Press
Bandidos fizeram reféns em ônibus em avenida do centro do Rio
A exemplo do comandante-geral da Polícia Militar, coronel Mário Sérgio Duarte, o secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, criticou a ação dos PMs durante o sequestro de um ônibus na avenida Presidente Vargas, no centro da capital, na noite da última terça-feira (9). Ele, no entanto, também fez elogios.

"Foi uma operação complexa, houve erro na forma com que a polícia tentou parar o ônibus, porém, em um segundo momento os policiais militares conseguiram evitar o que poderia de pior acontecer. O cerco com as viaturas e a bem sucedida negociação com os assaltantes foram fundamentais para o desfecho que culminou na rendição deles e a libertação dos reféns", disse o secretário em nota divulgada nesta quarta-feira (10).

Pela manhã, Mário Sérgio admitiu a quebra de protocolo dos policiais que atiraram contra o ônibus da viação Jurema com reféns, na noite de terça-feira (9), no centro do Rio. Cinco pessoas ficaram feridas.

“A rigor aqueles tiros não deveriam ter acontecido, mas foi esse ato que impediu que o ônibus seguisse em frente já que as duas tentativas de cerco não tiveram sucesso”, disse.

Passageiros disseram que somente policiais atiraram durante o sequestro. Um laudo preliminar divulgado pela Polícia Civil nesta tarde indicou que os tiros que atingiram o ônibus vieram de fora. Segundo a análise, haviam 14 perfurações no coletivo.

Três suspeitos de participar do sequestro foram presos. Um quarto está foragido e terá a prisão pedida à Justiça.

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