Homem morto em blitz estava sendo feito de refém, diz polícia

Segundo investigadores, vítima, que fez 45 anos ontem, foi sequestrado em Niterói. Carro em que estava furou bloqueio da PM

iG Rio de Janeiro |

Policiais civis da 21ª DP (Bonsucesso) têm informações de que o homem que morreu na madrugada desta segunda-feira (20) após o carro em que estava ter furado uma blitz no Rio estava sendo feito refém pelos outros dois ocupantes do veículo.

De acordo com os agentes, há indícios de que o representante de vendas Aloysio Mattos Martins Júnior, de 45 anos, tenha sido rendido por criminosos no município de Niterói, na Região Metropolitana do Rio. Ele foi colocado no banco de trás do veículo que furou uma blitz montada pela PM em Benfica, na zona norte da capital. Como o carro não parou no bloqueio, os policiais atiraram.

A vítima fez aniversário ontem. À polícia, familiares de Aloysio disseram que ele receberia dinheiro de uma herança e por isso teria sido sequestrado. Entretanto, os policiais ainda apuram se esta versão procede.

A blitz no Largo de Benfica, na zona norte do Rio, tinha como objetivo impedir a fuga de criminosos do Morro da Mangueira . A favela foi ocupada no domingo (19) por soldados do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) para a instalação de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) .

De acordo com a Polícia Militar, a vítima estava em um Honda Fit com outros dois homens. Após furarem o bloqueio, foi iniciada uma troca de tiros. Aloysio foi atingido por disparos e chegou a ser encaminhado para o Hospital Geral de Bonsucesso, mas não resistiu aos ferimentos.

Os outros dois passageiros do veículo conseguiram fugir em direção à Favela do Arará, localizada próxima ao Largo de Benfica e dominada pela facção criminosa que agia no Morro da Mangueira.

Agentes da 21ª DP receberam informações, no entanto, de que um deles, ferido, pediu socorro no Hospital Geral de Bonsucesso. Ele foi localizado e disse que era da comunidade Nova Holanda, no Complexo da Maré, zona norte.

O suspeito está sendo ouvido por policiais civis. O corpo de Aloysio está no Instituto Médico Legal (IML) e o laudo ainda não foi entregue à 21ª DP. O Honda Fit foi encaminhado para a delegacia.

A assessoria de imprensa da PM informou que foi instaurado um inquérito para apurar as circunstâncias da morte de Aloysio. O comandante do batalhão da Maré (22º BPM), tenente-coronel Gláucio Moreira, informou que os policiais foram atacados a tiros pelo grupo que detinha o refém. A versão foi apresentada pelo suspeito preso.

Veja fotos da ocupação policial no Morro da Mangueira:

    Leia tudo sobre: Morro da MangueiraUPPpacificaçãofavelasPM

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG