Habeas corpus para falso médico é negado

Alex Sandro da Cunha Souza está foragido desde sexta-feira (13)

iG Rio de Janeiro |

Divulgação
Foto do estudante de medicina que se passou por médico
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) negou na tarde desta quarta-feira o pedido de habeas corpus para o estudante de medicina Alex Sandro da Cunha Souza, acusado de ter se passado por médico no atendimento à menina Joanna Cardoso Marcenal Marins, de 5 anos. A decisão é da desembargadora Leony Maria Grivet Pinho, da 2ª Câmara Criminal.

Souza está foragido desde a última sexta-feira (13), quando sua prisão foi decretada. Policiais civis da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Dcav) realizam buscas para localizá-lo.

Joanna morreu na sexta-feira, após passar 24 dias internada em coma em outro hospital, com quadro de edema cerebral, além de hematomas nas pernas e marcas de queimadura – aparentemente feita por cigarros – nas nádegas e no tórax. Há a suspeita de que a criança tenha sido vítima de maus tratos pelo pai.

Entenda o caso

Joanna Cardoso Marcenal Marins, de 5 anos, era alvo de uma disputa judicial. A menina estava sob a guarda do pai, o técnico judiciário André Rodrigues Marins, desde o dia 26 de maio.

Ele conseguiu a autorização da Justiça após um processo em que alegava que a ex-mulher, a médica Cristiane Cardoso Marcenal Ferraz, o impedia de ver a filha. Joanna deveria ficar com o pai por 90 dias, pois teria sido vítima por parte da mãe de alienação parental – quando um dos genitores difama o outro para o filho após a separação.

Sob a guarda do pai, Joanna deu entrada no Hospital RioMar – no dia 17 de julho – com quadro de convulsões, hematomas nas pernas e marcas de queimadura – aparentemente feita por cigarros – nas nádegas e no tórax. Após tomar um medicamento, a criança foi liberada desacordada pelo falso médico Alex Sandro da Cunha Souza.

Estranhando o fato de a filha não ter recobrado a consciência, André Marins levou a filha para o Hospital das Clínicas de Jacarepaguá e, de lá, seguiu em coma para a clínica Amiu, em Botafogo, na zona sul do Rio. A menina deu entrada na unidade no dia 19 de julho e morreu no dia 13 de agosto.

O delegado titular da Dcav, Luiz Henrique Marques, desmembrou o inquérito em dois para averiguar situações distintas: os supostos maus-tratos sofridos pela criança e a atuação do falso médico.

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