Guindaste retira avião executivo que caiu na Baía de Guanabara

Os três tripulantes que estavam no Learjet 55 ¿ prefixo PT-LXO - da Ocean Air Táxi Aéreo foram resgatados sem ferimentos.

iG Rio de Janeiro |

O avião executivo Learjet 55 – prefixo PT-LXO - da Ocean Air Táxi Aéreo, que caiu na Baía de Guanabara após deslizar, nesta manhã, na cabeceira de uma das pistas do Aeroporto Santos Dumont, no centro do Rio de Janeiro, foi retirado da água por dois quindastes por volta das 17h desta quinta-feira.

Em entrevista coletiva, a Ocean Air Táxi Aéreo informou que aeronave deslizou na pista quando pousava no aeroporto, caindo nas águas da Baía da Guanabara . Os três tripulantes foram resgatados sem ferimentos e encaminhados para avaliação médica. Segundo o Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, o resgate foi feito por agentes do segundo batalhão que confirmaram que não houve ferimentos.

Ainda de acordo com a Ocean Air, a aeronave  chegou a decolar do Santos Dumont com destino ao Aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim (Galeão) mas retornou ao Santos Dumont, onde aconteceu o acidente.

O Santos Dumont chegou a ficar completamente fechado para pousos e decolagens por 58 minutos após o acidente. Por volta das 10h30, a pista auxiliar passou a ser utilizada para as operações. Entre 15h12 e 15h35, a auxiliar foi fechada para que guindastes entrassem na pista e começassem a operação de retirada do aviação. Às 15h57, foi bloqueada novamente para a retirada do avião e às 17h05 foi reaberta. A pista principal foi reaberta só após quase 10 horas do acidente .

Atrasos

Nesta noite, 11 aviões estão no pátio do aeroporto com os horários de partida atrasados. Desde às 06h da manhã de hoje, dos 226 voos previstos entre pousos e decolagens, 91 foram cancelados e 62 ficaram atrasados. No total, 16 voos foram transferidos para o Aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim, na zona norte do Rio.

nullMuitos pousos durante o dia foram desviados para o Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão). Os voos que saem do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, pousam na pista auxiliar do Santos Dumont.

Com voo marcado para Brasília às 10h28 desta quinta-feira, o estudante de publicidade Marcos Vinícius Pascoal, de 22 anos, foi um dos que precisou seguir para o Galeão para embarcar. “Até que eles foram rápidos em nos ajudar. Uma van vai levar a gente para o aeroporto internacional. Só não sei se foi a empresa aérea ou a Infraero que disponibilizou o transporte”.

A empresária Letícia Abelha tinha uma consulta médica em São Paulo, mas perdeu o compromisso. No aeroporto Santos Dumont quando aconteceu o acidente, ela reclamou da falta de informações e disse que a intenção era voltar ainda hoje para o Rio de Janeiro, mas terá de mudar os planos. “Não sei que horas vão transferir a gente para o Galeão. Até agora ninguém me disse nada.”

A pedagoga Maria da Glória Rudiger, de 66 anos, afirmou que iria participar de um congresso em Brasília mas poderia perder o compromisso senão conseguisse embarcar ainda na quinta-feira. Ela tinha um vôo marcado pela TAM às 12h45. A companhia ofereceu outro vôo às 18h. “Vou tentar viajar por outra companhia, senão isso vai me prejudicar profissionalmente. Esse vôo das 18h já está inclusive lotado”, afirmou pela manhã.

Arte iG
Localização do acidente na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro

Conheça o Learjet 55

O modelo Learjet 55 possui reversores que podem ter ajudado o piloto a impedir um acidente mais grave. A aeronave, fabricada pela subsidiária da Bombardier Learjet, é considerada segura por especialistas em aviação.

Opcionais em aeronaves de médio porte, os chamados reversores de impuxo, são equipamentos que auxiliam a frenagem do avião. Quando são acionados, direcionam o fluxo de saída de ar da aeronave para frente. Em condições normais, o fluxo de ar sai para trás. Com o fluxo de ar contrário, para frente, o freio ocorre mais rapidamente, dando segurança à aeronave.

O Learjet 55 tem capacidade para transportar até 8 passageiros. Possui dois motores jato turbo fan, fabricado pela americana Honeywell, considerados seguros por um técnico, que trabalha em uma companhia aérea e não quis se identificar. A asa, projetada com base no modelo chamado Longhorn, possui winglets, que são pontas dobradas nas extremidades da asa do avião com a finalidade de direcionar melhor o fluxo da aeronave.

Arte/ iG
Learjet 55 ¿ prefixo PT-LXO - da Ocean Air Táxi Aéreo

Leia íntegra da nota oficial da Ocean Air Táxi Aéreo divulgada pela manhã

"A Ocean Air Táxi Aéreo informa que na manhã desta 5ª. Feira, 12 de agosto, a aeronave Learjet 55, prefixo PT-LXO, de sua propriedade, deslizou na pista quando pousava no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, caindo de baixa altitude nas águas da Baía da Guanabara. Os três tripulantes foram resgatados sem ferimentos e encaminhados para avaliação médica, com acompanhamento da empresa.

A Ocean Air Táxi Aéreo já iniciou as investigações para apurar o motivo do acidente e reafirma seu compromisso com os mais rigorosos procedimentos de segurança em vôo e em terra."

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