Grupo ligado à máfia israelense tem 30 imóveis sequestrados

Suspeitos tinham casas em Porto Seguro (BA) e Búzios. Contraventor era dono de dois apart-hotéis em frente à praia, em Macaé (RJ)

Raphael Gomide e Mario Hugo Monken, iG Rio de Janeiro |

Por determinação da Justiça Federal do Rio de Janeiro, foram sequestrados 30 imóveis, entre casas, terrenos, apartamentos, lotes e salas comerciais, de integrantes da organização criminosa ligada à máfia israelense que foram presos pela PF (Polícia Federal) nesta sexta-feira (7) no Rio de Janeiro e no Espírito Santo.

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A maioria dos bens sequestrados estão localizados nos bairros da Barra da Tijuca e no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste da capital fluminense, mas há imóveis também em Porto Seguro (BA), Armação de Búzios, Saquarema e Cabo Frio, na Região dos Lagos do Estado do Rio, Macaé, no Norte Fluminense, e Lorena (SP).

Um dos israelenses presos, Yoram El Al , teve uma casa sequestrada na praia do Forno, em Búzios, outra na localidade de Taperapuã, em Porto Seguro, uma em um condomínio na Barra da Tijuca e um apartamento bloqueado no mesmo bairro.

Outro membro da quadrilha, identificado como André Lúcio Gomes, teve nove imóveis sequestrados. Entre eles, um apartamento na avenida Litorânea, em Cabo Frio, e dois lotes na praia de Formosa, em Búzios.

O contraventor Haylton Escafura, um dos indiciados que ainda não foi preso, também teve nove bens sequestrados. Entre eles, dois apart-hotéis na praia dos Cavaleiros, em Macaé, e duas salas comerciais na Avenida das Américas, na Barra da Tijuca.

Além dos imóveis, a Justiça determinou também o sequestro de veículos, embarcações e valores mantidos em contas bancárias, bolsas de valores ou outras instituições do mercado financeiro. No total, os bens sequestrados estão avaliados em R$ 50 milhões.

Esquema

As investigações feitas pela Polícia Federal revelam que a quadrilha estava envolvida em um esquema de importação irregular de veículos de luxo seminovos para lavagem de dinheiro oriundo de atividades de contravenção, como jogo do bicho e caça-níqueis.

Os suspeitos fraudavam a documentação e usavam essas exceções existentes para a importação de veículos usados para contrabandear os carros. No Brasil, os automóveis eram revendidos pelo preço de mercado sem que os impostos devidos fossem pagos. A estimativa é de que entre 2009 e 2011 o número de veículos importados por meio fraudulento tenha ultrapassado 500.

Dois israelenses - Yoram El Al e Meir Zloff - que vivem no Brasil e integram uma organização criminosa internacional conhecida como “Abergil Family” (Clã Albergil) realizavam os contatos com pessoas no exterior para trazer os automóveis importados.

O contraventor Haylton Escafura, filho de José Carlos Escafura, o Piruinha, um dos principais capos do jogo do bicho do Rio, está envolvido com o bando, mas continua foragido. Três PMs estão entre os 13 presos.

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