Grupo ligado à máfia israelense foi investigado por atentado a contraventor

Investigação que culminou na prisão de 13 pessoas começou a partir de inquérito que apurou tentativa de matar Rogério Andrade

iG Rio de Janeiro |

A organização criminosa ligada à máfia israelense que teve 13 pessoas presas nesta sexta-feira (7) pela PF (Polícia Federal) no Rio de Janeiro e Espírito Santo foi investigada também pelo atentado sofrido pelo bicheiro Rogério Andrade em abril de 2010, na Barra da Tijuca, na zona oeste da capital. Na ocasião, o carro em que o contraventor e o filho de 17 anos estavam explodiu. O jovem morreu no local e Andrade escapou com ferimentos.

Segundo o MPF (Ministério Público Federal), as investigacões que culminaram com a prisão dos suspeitos começaram a partir de inquérito instaurado na Justiça Estadual para apurar o atentado contra o bicheiro. Na ocasião, surgiram suspeitas de que um dos israelenses presos, Yoram El Al , teria sido contratado pelos primos de Rogério para matá-lo.

Apurou-se ainda uma suposta parceria entre El Al e o Haylton Carlos Gomes Escafura, filho de José Caruzzo Escafura, o Piruinha, um dos maiores contraventores do Rio. Nada ficou comprovado até então.

De acordo com a Promotoria Federal,  a organização tinha um esquema de lavagem de dinheiro oriundo da exploração do jogo ilegal era realizado através da compra de imóveis em nome de "laranjas" e de concessionárias de veículos que importavam e vendiam ilegalmente carros seminovos de luxo. A estimativa da PF é que, entre 2009 e 2011, o número de veículos importados por meio fraudulento tenha ultrapassado 500.

Além do contrabando de automóveis, a quadrilha atuava na corretagem imobiliária de mansões para israelenses na Barra da Tijuca, bem como no mercado de pedras preciosas.

Além de Yoram El Al, um outro israelense também foi preso: Meir Zloff. Os dois vivem no Brasil e integram uma organização criminosa internacional conhecida como “Abergil Family” (Clã Albergil) realizavam os contatos com pessoas no exterior para trazer os automóveis importados.

No total foram expedidos pela Justiça 22 mandados de prisão e 119 de busca e apreensão. Dos 13 presos, dez foram detidos no Rio e, três, no Espírito Santo. Entre os presos estão três policiais militares que davam apoio ao grupo criminoso. Eles foram identificados como Ângelo Silva Martins, Anderson Barros e Júlio Cesar Bueno.

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