Grupo de bombeiros é solto no Rio

Líderes do movimento seguiram para Niterói, onde estão presos os outros bombeiros. Ideia é que todos saiam juntos da prisão na manhã de hoje

iG São Paulo |

Nove líderes do movimento dos bombeiros que estavam presos no Grupamento Especial Prisional (GEP), em São Cristóvão, na zona norte do Rio de Janeiro, deixaram a unidade por volta das 23h desta sexta-feira, 10, após decisão do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) , conferida na madrugada de ontem.

Os militares comemoraram a soltura e seguiram em carreata para o quartel da corporação em Charitas, em Niterói, onde vão passar a noite com os outros 420 bombeiros presos. A ideia é que todos deixem a prisão juntos na manhã deste sábado.

Presos desde o último sábado após invadirem o Quartel-Central da Corporação, localizado na Praça da República, centro da capital fluminense, os militares exigem melhores salários, que hoje é de R$ 950, e melhores condições de trabalho.

Denúncia do Ministério

Mais cedo nesta sexta-feira, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro denunciou à Justiça todos os 429 bombeiros e dois policiais militares envolvidos na invasão do Quartel-Central. O relatório acusa os militares de danificar portões e viaturas da corporação, além de causar ferimentos no coronel Waldir Soares, comandante do Batalhão de Choque. A Promotoria, no entanto, não pediu nova prisão dos acusados.

Protesto em Copacabana

Está programada para as 10h de domingo uma grande manifestação dos bombeiros na orla de Copacabana, com passeata e carreata. Os bombeiros continuarão a pedir piso mínimo de R$ 2.000, além de vale-transporte e melhores condições de trabalho. O comandante-geral da corporação e novo secretário de Defesa Civil, Sérgio Simões, afirmou que voltará a pedir reajuste ao governo.

AE
Líderes do movimento dos bombeiros comemoram a libertação na noite desta sexta-feira (10)

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