Greve no Rio conta com 70% de adesão, diz sindicato

Paralisação será avaliada nesta segunda-feira no Tribunal Regional do Trabalho

Anderson Dezan, iG Rio de Janeiro |

Os motoristas de ônibus do município do Rio de Janeiro entraram em greve à meia-noite desta segunda-feira. De acordo com o presidente do Sindicato dos Rodoviários do Rio de Janeiro, Antônio Branco, a paralisação conta com a adesão de 70% dos motoristas. “Toda a cidade está sendo atingida, principalmente o centro e as zonas norte e oeste”, disse o sindicalista ao iG .

Procurado pela reportagem, o sindicato patronal – Rio Ônibus – informou, no entanto, que adesão à greve é baixa. O sindicato alegou que a paralisação é injustificada porque o acordo coletivo da categoria foi assinado em março deste ano, estando “devidamente registrado na Delegacia Regional do Trabalho”. A Rio Ônibus informou que já entrou na Justiça solicitando que a greve seja decretada como ilegal.

Futura Press
Fila de passageiros no Terminal Rodoviário de Campo Grande, na zona oeste do Rio
Às 14h, os grevistas irão se reunir com a Rio Ônibus no Tribunal Regional do Trabalho. No encontro será julgada a legalidade da paralisação. Às 17h, os rodoviários vão participar de uma nova assembleia no centro social dos rodoviários, em Rocha Miranda, na zona norte do Rio. “Procuramos chegar a um acordo que seja favorável à categoria”, informou Branco.

Com o intuito de diminuir o impacto da greve aos passageiros, a secretaria estadual de Transportes determinou que trens, metrô e barcas operem com a capacidade máxima. Para a segurança da população, o policiamento feito pela PM foi reforçado, principalmente nas proximidades das garagens de ônibus, na Central do Brasil e nas rodoviárias, informou a corporação.

De acordo com a secretaria municipal de Transportes, a cidade do Rio possui cerca de 900 linhas de ônibus em circulação, com média diária de 3,4 milhões de passageiros.

“Pedi carona ao meu pai para ir à faculdade porque não tinha ônibus circulando. Cheguei lá e menos da metade dos alunos tinha ido. Decidi voltar para casa”, disse a universitária Deborah Ferreira, estudante da PUC-RJ, na Gávea, zona sul do Rio. Segundo ela, somente um ônibus estava parado no terminal rodoviário localizado próximo à universidade e os fiscais informaram que o intervalo entre os coletivos está irregular.

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