Garoto de 14 anos e mulher morrem em sábado de protestos, em Niterói

Menino seria traficante e foi baleado pela PM; Maria Antônia levou tiro na cabeça de bala perdida. Houve manifestações em favela e na praia, mas não há incidentes neste domingo

iG Rio de Janeiro |

Agência O Globo
Moradores fazem protesto neste sábado (14), na praia de Icaraí, contra a violência em Niterói
Um garoto de 14 anos e uma mulher de 48 anos morreram na tarde deste sábado (14), em Niterói, após serem baleados em trocas de tiros entre policiais militares e traficantes.

Foi um dia violento, de protestos e operações policiais em Niterói, em uma tentativa da polícia de controlar a onda de violência na cidade, atribuída por moradores à expulsão de criminosos de favelas do Rio, por conta da implantação de UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) .

O Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais da PM) fez operações na madrugada deste domingo e não houve tiroteios nem apreensões de armas ou drogas.

O rapaz foi baleado na barriga por PMs, na favela Boa Esperança, em Itaipu, Região Oceânica de Niterói. De acordo com policiais do 12º Batalhão (Niterói), houve troca de tiros durante operação no local, e o rapaz seria um dos integrantes da quadrilha de criminosos.

Segundo a PM, com ele foram apreendidos uma pistola calibre .380, uma granada e 20 sacolés de cocaína. Ele foi levado ao Hospital Azevedo Lima e operado, mas não sobreviveu. De acordo com nota da PM, o menino chegou a admitir que seria traficante. Também segundo a nota, de 20h42, ele não corria risco de morrer. As armas dos policiais envolvidos no episódio foram encaminhados para a perícia.

Maria Antônia dos Santos, 48 anos, morreu atingida na cabeça por uma bala perdida no Morro do Cantagalo, em Pendotiba. Segundo a PM, uma equipe do 12º Batalhão (Niterói) foi abordar criminosos quando passou a ser alvejada. Houve troca de tiros, e Maria Antônia dos Santos acabou ferida na cabeça.

Os moradores, inconformados com a morte dela, fizeram protesto. Com um ônibus e um caminhão, tentaram bloquear a Estrada Francisco da Cruz Nunes, mas foram impedidos pela polícia.

Na manhã de sábado, também, um outro protesto aconteceu na praia de Icaraí, bairro de classe média-alta de Niterói. Moradores ficaram dentro de um cercadinho de arame farpado, alusão ao sentimento de prisão e impotência dos niteroienses diante da violência.

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