Funcionários dizem não saber se Wellington esteve em hotel

Estabelecimento destinado a casais tem 83 quartos. Policiais fizeram buscas no local pela manhã

Flávia Salme, iG Rio de Janeiro |

Funcionários do Shelton Hotel disseram nesta sexta-feira (15) que não é possível afirmar que Wellington Menezes de Oliveira, autor do massacre na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro, esteve no estabelecimento na véspera do crime, ocorrido no último dia 7. Em vídeo divulgado pela polícia hoje, o atirador disse que teria passado a última noite no local antes da matança.

O Shelton funciona como motel e, por causa da alta rotatividade, os clientes não precisam se cadastrar. Por isso, segundo funcionários ouvidos pelo iG , não seria possível saber se o Wellington passou a noite ou alguns períodos no local antes de matar 12 crianças.

Embora exista câmeras instaladas na entrada do estabelecimento, os funcionários não quiseram confirmar que há circuito interno de TV. Eles disseram que seguranças fazem rondas permanentes dentro do hotel, mas que ninguém declarou ter visto o assassino.

Nesta sexta-feira, a polícia esteve no hotel e alguns agentes que participaram da investigação disseram que foi descartada a possibilidade de Wellington ter se hospedado no local. 

O iG não conseguiu confirmar a informação com o delegado responsável, Felipe Ettore.

Hotel tem 83 quartos

Localizado a cerca de 15 quilômetros da Escola Tasso da Silveira, o Shelton tem 83 apartamentos e seus quartos podem ser alugados por períodos de quatro a 12 horas. O apartamento mais barato no período de quatro horas, custa R$ 34,90 e o mais caro, R$ 87,90. O hotel fica na estrada Intendente Magalhães, no bairro de Campinho, na zona norte da capital.

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