`Foi uma fatalidade¿, diz gerente de hotel invadido no Rio

Dois dias depois do ocorrido, segurança no edifício está reforçada

Anderson Dezan, iG Rio de Janeiro |

Dois dias depois da invasão de traficantes fortemente armados ao Hotel Intercontinental, em São Conrado, zona sul do Rio, a segurança do edifício está reforçada. Pontos considerados mais expostos, como a entrada e a piscina, contam agora com mais vigilantes.

“Foi uma fatalidade, uma coisa inesperada. Ninguém se prepara para esse tipo de coisa. Agora temos que seguir em frente”, disse ao iG o gerente do Intercontinental, Michel Cherton, nesta segunda-feira (23).

No último sábado (21), dez traficantes da favela da Rocinha armados com fuzis invadiram o hotel durante uma fuga. Trinta e cinco pessoas foram mantidas na cozinha como reféns, sendo 30 funcionários e cinco hóspedes estrangeiros. Soldados do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) cercaram o edifício, liberaram os reféns e prenderam os criminosos.

De acordo com a gerência, após a invasão de sábado, 73 reservas foram canceladas, incluindo saídas antecipadas de hóspedes. Dos cinco turistas foram feitos reféns, somente um – de nacionalidade portuguesa – deixou o local. Os demais – dois belgas e dois italianos – continuam hospedados no hotel.

Os funcionários que foram rendidos pelos traficantes estão trabalhando normalmente, após o episódio. No dia, o hotel estava com todos os 418 quartos ocupados, com cerca de 1.500 pessoas no edifício.

André Durão
Policiamento reforçado na porta do Hotel Intercontinental nesta segunda-feira

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