Filho de Jorginho Guinle, inspetor penitenciário é preso com maconha

Gabriel, 28 anos, foi detido em flagrante em ação da Inteligência da Seap. Órgão diz que havia informações contra ele

iG Rio de Janeiro |

Isabela Kassow
Gabriel Guinle foi preso esta tarde no Rio
O filho do playboy Jorginho Guinle , o inspetor de administração penitenciária Gabriel Guinle , 28 anos, foi preso em flagrante na tarde desta quarta-feira, após receber “um tablete de erva seca picada, supostamente maconha”, informou a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) do Rio de Janeiro.

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Junto com ele, foi preso Henrique Espíndola Almeida Luz, 29, que estava no carro de Guinle e lhe teria fornecido a suposta droga.

A prisão foi feita por agentes da Superintendência de Inteligência do Sistema Penitenciário (Sispen), em Copacabana, bairro onde fica o Hotel Copacabana Palace, originalmente propriedade de sua família e onde o pai viveu durante anos, mesmo após a venda.

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De acordo com a Seap, a Sispen já tinha recebido informações de que Guinle “estaria envolvido com uso ou fornecimento de drogas” (possivelmente para dentro de prisões do Estado). Ele é inspetor penitenciário desde 2009 e trabalha em Bangu 3, no Complexo de Gericinó, depois de ter atuado em Campos dos Goytacazes.

Isabela Kassow
Gabriel é inspetor penitenciário desde 2009
Em entrevista, inspetor atribuiu presença de drogas nas prisões à 'falta de efetivo'

Segundo a secretaria, Guinle estava de folga e portava uma pistola calibre 380, registrada em seu nome. O material apreendido será periciado. Pelo relato da ação, aparentemente ele estava sendo monitorado pela Inteligência da Seap.

Em entrevista ao iG , em outubro, ele disse que nunca tinha tido nenhum tipo de problema "com esse lance de corrupção, propina" e que nem presenciou "nada anormal" .

"Até têm casos de advogados, a própria visita que tenta entrar com algum tipo de entorpecente lá dentro, mas é a minoria. A grande maioria não quer arrumar problema", afirmou, então.

Questionado sobre comércio entre presos, ele disse que "isso acontece porque o efetivo é pequeno e há a necessidade de mais pessoas trabalhando lá dentro. São normalmente oito ou dez inspetores para 500 presos, então às vezes não há esse controle".

De acordo com Guinle, "as pessoas pensam que há droga dentro das unidades penitenciárias e falam 'ah, porque os inspetores...' Mas não é por culpa ou conivência dos próprios servidores e, sim, pela falta de efetivo."

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