Filha de idosa morta em montanha-russa deve depor nesta quarta

Diretor do parque disse à polícia que acidente foi uma fatalidade

Daniel Gonçalves, especial para o iG |

A filha da mulher que morreu após cair de uma montanha-russa do parque Terra Encantada, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, deve comparecer nesta quarta-feira à 16ª DP para depor sobre o caso. Heydiara Lemos Ribeiro, de 61 anos, faleceu no último sábado após despencar do brinquedo. Ontem o diretor do parque, Marcos Vinicius Santos, afirmou que o acidente foi uma “fatalidade” e que a vítima pode ter desmaiado momentos antes da queda, segundo informou o delegado Rafael Wilis.

O parque foi totalmente interditado pela Defesa Civil Municipal. A polícia ainda aguarda o resultado da perícia feita no local na segunda-feira. De acordo com Wilis, mesmo que a idosa tenha desmaiado isso não justifica o acidente. O engenheiro responsável pelos brinquedos também é aguardado para prestar depoimento.

Denúncias antigas

O Terra Encantada já havia sido vistoriado pela Defesa Civil Municipal em fevereiro de 2009, após denúncias referente aos brinquedos existentes no local. Contudo, na ocasião nenhuma irregularidade foi encontrada. De acordo com a Defesa Civil, durante esta inspeção, os técnicos constataram que a empresa responsável pelo funcionamento do parque cumpria os requisitos legais exigidos pelo Corpo de Bombeiros.

O Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ) informou que em fevereiro deste ano foi feita uma fiscalização no parque a pedido do Ministério Público Estadual, que recebeu uma denúncia de falta de manutenção dos brinquedos. Novamente nenhuma irregularidade foi encontrada.

Em agosto de 2005, o vendedor Franck Ribeiro Sousa, de 28 anos, despencou de uma montanha-russa e foi parar na plataforma de embarque, sofrendo traumatismo craniano. Ele sobreviveu a queda.

No seu site, o parque Terra Encantada informa que todos os seus brinquedos são de última geração e sofrem manutenção constantemente. A morte de Heydiara foi registrada como homicídio culposo, com a pena podendo chegar até seis anos de prisão para os responsáveis.

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