Fernando Iggnácio e Rogério de Andrade continuam foragidos

Prisões foram decretadas na última quinta-feira pelo Tribunal Regional Federal da 2° Região

Bruna Fantti, iG Rio de Janeiro |

A assessoria da polícia civil afirmou que equipes de algumas delegacias especializadas procuram os contraventores Fernando Iggnácio e Rogério de Andrade, em várias regiões do Rio de Janeiro.

Os dois tiveram as prisões decretadas pelo Tribunal Regional Federal da 2° Região (TRF2), na última quinta-feira (9),  e já haviam sido condenados em primeira instância por chefiar diferentes bandos da chamada máfia dos caça-níqueis - que controlava os jogos de azar na zona oeste da capital fluminense. Eles respondiam em liberdade devido a habeas corpus.

Ainda na quinta-feira, o TRF2 julgou as apelações de 11 réus condenados em primeira instância por terem participação nas quadrilhas e resolveu absolver o policial civil Jorge Luiz Fernandes, pela falta de provas suficientes de sua participação nos crimes.

Os outros, de acordo com a relatora do processo, desembargadora federal Liliane Roriz, devem continuar a cumprir as penas referentes aos crimes de formação de quadrilha, contrabando e corrupção ativa e passiva. As penas variam de sete a 18 anos de reclusão.

Máfia dos Caça-Níqueis

De acordo com a Polícia Federal, a chamada máfia dos Caça-Níqueis dominava a exploração dos jogos de azar na zona oeste do Rio de Janeiro. Era liderada por três grupos rivais que lutavam entre si pelo controle dos pontos de jogos ilegais.

Um bando era chefiado por Fernando Miranda de Iggnácio (genro do falecido banqueiro do jogo-do-bicho Castor de Andrade); outro por Rogério de Andrade (sobrinho do bicheiro); e um terceiro por Paulo César Ferreira do Nascimento, conhecido como Paulo Padilha.

A quadrilha dos caça-níqueis foi desbaratada em uma operação da Polícia Federal em 2006. Na época, além de integrantes diretos das quadrilhas outras pessoas foram presas acusadas de receber propinas - entre elas, policiais civis e o coronel da Polícia Militar, Celso Nogueira, que comandava o 14°BPM (Bangu).

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