Favelas com UPPs registraram quatro homicídios no primeiro semestre

Estatística contempla somente 13 das 17 unidades. Houve também duas mortes em confronto com a polícia

iG Rio de Janeiro |

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Viatura da UPP da Cidade de Deus. Comunidade registrou três homicídios no primeiro semestre
O Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro (ISP), órgão vinculado à Secretaria de Segurança, divulgou nesta quarta-feira (15) que, nos primeiros seis meses deste ano, foram registrados quatro homicídios dolosos (quando há intenção de matar) em 13 das 17 comunidades ocupadas por Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) na capital fluminense. Foram computados ainda dois autos de resistência (morte em confronto com a polícia).

Três dos homicídios ocorreram na Cidade de Deus, na zona oeste, pacificada desde 2008, e um aconteceu no morro dos Macacos, em Vila Isabel, na zona norte, ocupado desde o ano passado. As mortes em confronto aconteceram no morro do Andaraí, na zona norte, e no Pavão-Pavãozinho, na zona sul.

A análise feita pelo ISP contemplou 13 UPPs. Além da Cidade de Deus, Andaraí e dos Macacos, foram incluídas as unidades do Dona Marta (Botafogo), Pavão-Pavãozinho (Copacabana), Tabajaras (Copacabana), Chapéu Mangueira/Babilônia (Leme), todas na zona sul, Salgueiro, Turano, Borel e Formiga, na zona norte, Providência, na região central, e Batam, na zona oeste, que não registraram assassinatos no primeiro semestre.

A estatística não incluiu três outras UPPs: a do morro do São Carlos; a de Escondinho e Prazeres; e a da Coroa, Fallet e Fogueteiro (na região central) e a do São João e Quieto (na zona norte). Os números destas unidades ainda estão sendo processados, segundo a Secretaria de Segurança Pública.

No segundo semestre, outros homicídios foram registrados em áreas com UPPs mas ainda não entraram nas estatísticas. É o caso de um homem que foi assassinado a facadas na madrugada da última terça-feira (13) no morro do Fallet; de outros dois homens mortos a tiros no morro da Casa Branca (que integra a UPP do Borel) em 29 de agosto e de uma jovem que foi assassinada na Cidade de Deus, na zona oeste, em julho.

As estatísticas do ISP revelam ainda que, nos seis primeiros meses deste ano, nas UPPs analisadas, foram registradas 332 apreensões de drogas (138 delas na Cidade de Deus) e 13 de armas – além de 60 desaparecimentos e 178 roubos.

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