Família de Juan entra em programa de proteção a testemunhas

Nesta quinta-feira, polícia encontrou corpo que pode ser do menino de 11 anos, desaparecido desde o dia 20

iG Rio de Janeiro |

Reginaldo Pimenta/Agência O Globo
Faixa com foto de Juan em frente da sede da Assembleia Legislativa do Rio
A Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH) do Rio de Janeiro informou, nesta quinta-feira (30), que Wesley de Moraes e sua família foram inseridos no Programa de Proteção à Criança e ao Adolescente Ameaçado de Morte (PPCAM), ligado ao governo federal.

Wesley, de 14 anos, é irmão do menino Juan de Moraes , de 11 anos, que desapareceu no último dia 20 após um confronto entre PMs e traficantes. Na ocasião, Wesley foi baleado.

O irmão de Juan disse ter visto o menino baleado e caído no chão. Mas quando familiares foram ao local, a criança havia desaparecido .

Além do adolescente, um jovem de 19 anos também foi atingido. Suspeito de tentativa de homicídio e associação para o tráfico, Wanderson dos Santos de Assis foi baleado no confronto e está internado.

A Secretaria de Direitos Humanos do Rio informou ainda que Wanderson está acompanhado por agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais do Rio de janeiro (CORE), e, após deixar a unidade de saúde, será inserido em outra modalidade de programa de proteção.

Polícia encontra corpo que pode ser de Juan

Na manhã desta quinta-feira, PMs do Batalhão de Mesquita (20º BPM) encontraram um corpo que pode ser do menino Juan .

De acordo com o relato dos policiais, o corpo, que aparenta ser de um menino, foi encontrado em um córrego no bairro Recanto, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense.

Os policiais chegaram ao local após uma denúncia anônima.

Policiais investigados

Quatro PMs envolvidos na operação na favela Danon, onde Juan morava, foram afastados do patrulhamento das ruas e estão sendo investigados por uma sindicância interna.

À Polícia Civil, eles disseram que não viram Juan, somente o irmão dele, que, sem conseguir se proteger dos tiros, foi atingido no ombro e na perna.

Conforme o iG adiantou, um dos PMs investigados – o cabo Edilberto Barros do Nascimento – responde a processo na 4ª Vara Criminal de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, por um homicídio ocorrido em julho de 2008, na região.

O policial chegou a ficar preso entre julho e setembro de 2008, mas depois foi solto. O Conselho Disciplinar da PM julgou que ele não era culpado e o manteve nos quadros da corporação.

A perícia feita em viaturas da PM que faziam patrulhamento na região no dia do crime encontrou manchas de sangue. Será realizado um exame para saber se o material é do menino desaparecido.

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