Falsos taxistas tinham uma cooperativa com mais de 120 veículos no Rio

Eles possuíam call centers e faturavam cerca de R$ 700 mil. Grupo agia na Região dos Lagos

iG Rio de Janeiro |

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (Gaeco) fechou nesta segunda-feira (25) centras clandestinas (call centers) mantidas por falsos taxistas nas cidades de Cabo Frio, São Pedro da Aldeia e Arraial do Cabo, na Região dos Lagos, no litoral fluminense.

Os motoristas, segundo as investigações, mantinham uma cooperativa chamada de "Táxi do Clóvis" com 127 veículos e faturariam, por ano, cerca de R$ 700 mil. Eles cobrariam mensalmente R$ 15 dos associados.

Na ação, foram apreendidos R$ 9.412, 2.392 cartões de visita distribuídos a passageiros, dois laptops, três computadores, rádios Nextel, celulares, além de farta documentação com contabilidade da organização.

De acordo com os promotores, além de induzir a população a erro, fazendo-a acreditar que se tratava de um serviço legalizado, o modo de agir expôs os consumidores a risco na medida em que não havia controle da situação cadastral e manutenção regular dos veículos, normas de segurança ou critérios para seleção e treinamento de pessoal.

Segundo o Ministério Público, as centrais clandestinas, para solicitações do serviço, não são o único indício da audácia do grupo. De acordo com a Promotoria, a quadrilha também distribuía panfletos e cartões e tinha uma comunidade no site de relacionamentos Orkut.

O grupo agia desde 2007 e cometeu crimes contra a economia popular, a ordem tributária e as relações de consumo, além de contravenção relativa à organização do trabalho. O Gaeco irá agora examinar o material apreendido, que pode ser usado para embasar uma denúncia contra os investigados.

O fato de a “associação” operar livremente usando automóveis em sua maioria particulares para o transporte de passageiros municipal e intermunicipal, sem autorização legal, levou 139 taxistas regulares a fazerem um abaixo-assinado contra os “táxis piratas” que estão praticando concorrência desleal e ilícita.

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