Falsa psicóloga é indicada por estelionato e falsificação de documentos

Suspeita também responderá por propaganda enganosa. Ela foi presa pela 2ª vez no sábado e é acusada de tortura

iG Rio de Janeiro |

Agência O Globo
Falsa psicóloga, presa pela 2ª vez no Rio, suspeita de torturar crianças autistas
O Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro denunciou nesta quarta-feira (11) pelos crimes de falsificação de documentos, estelionato e propaganda enganosa a mulher suspeita de atuar como falsa psicóloga em uma clínica de Botafogo, na zona sul da capital fluminense.

Beatriz da Silva Cunha foi presa pela segunda vez no último sábado (7) após ser indiciada pelo crime de tortura. Ela foi detida inicialmente em abril mas foi solta a mando da Justiça.

A suspeita atendia crianças com autismo. Ela exercia ilegalmente a profissão desde 1998 e, mesmo assim, conseguiu convênios da Marinha e da Aeronáutica para a sua clínica, em Botafogo.

A polícia investiga se o marido de Beatriz seria seu cúmplice. Na casa dele, foram encontrados bilhetes em que diz que sabia tudo que a mulher fazia.

Na semana passada, a falsa psicóloga foi indiciada por tortura. Informações recebidas pela polícia indicam que Beatriz usava métodos violentos para forçar as crianças comerem.

Delegada descobriu fraude

Os agentes da Delegacia do Consumidor da Polícia Civil chegaram até a suspeita por intermédio de uma delegada, que teve o filho atendido por ela durante seis meses.

A policial desconfiou do número de registro da suspeita que estava impresso em um recibo, decidiu investigar e descobriu que o documento era falso.

 Segundo a polícia, desde 2009, Beatriz teria atendido ao menos 70 crianças com autismo. Sua clínica tinha uma página na internet em que a suspeita anunciava que possuía o título de doutora.

    Leia tudo sobre: falsa psicólogaRio

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG