Acidente ocorreu em julho e chamas deixaram um casal de americanos ferido

Um curto-circuito, originado por uma falha em uma peça do transformador de luz subterrâneo da Light, gerou faíscas que se uniram a um gás e ocasionou a explosão na rua República do Peru, em Copacabana, zona sul do Rio, em junho deste ano. O acidente deixou um casal de americanos ferido, com queimaduras graves .

Turistas foram atingidos pela explosão de um bueiro em Copacabana
Futura Press
Turistas foram atingidos pela explosão de um bueiro em Copacabana
As constatações da origem da explosão foram feitas por técnicos do ICCE (Instituto de Criminalística Carlos Eboli) e entregue em um laudo ao delegado Fernando Reis, titular da Delegacia de Atendimento ao Turista (Deat), que conduz as investigações sobre o caso. 

De acordo com Reis, resta saber a origem do gás. “Nós vamos pedir mais laudos técnicos para saber se ele[o gás] era orgânico, proveniente de lixo, por exemplo, ou manufaturado da CEG”, disse, se referindo à Companhia Estadual de Gás que tem uma tubulação a um metro do transformador da Light (empresa que distribui energia no estado). 

Ainda segundo o delegado, se o gás for de origem orgânica isso acarreta na má manutenção de limpeza do local, de responsabilidade da Light. Já se for da CEG, a empresa também será responsabilizada pela explosão e pelos ferimentos causados pelas chamas ao casal. Ao final do inquérito, as empresas podem ser indiciadas por lesão corporal culposa.

No acidente, David James Mclaughlin, 31, teve cerca de 30% do corpo queimado, mas já recebeu alta. Já a sua esposa, Sara Nicole Lowry, 28, está com 80% do corpo queimado e continua internada na clínica São Vicente, na Gávea, zona sul do Rio. A previsão de alta é para o final do mês. Os agentes da Deat pretendem escutar o depoimento do casal na próxima semana.

A CEG afirmou que já fez uma perícia no local e não foi constatado vazamento de gás. Já a Light disse que irá tomar conhecimento do laudo nos próximos dias para se posicionar sobre o caso. 

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