Ex-presidente do BNDES morre após desabamento no Rio

Laje da casa de Antônio Barros de Castro desabou no bairro do Humaitá. Ele esteve à frente da instituição entre 1992 e 1993

iG Rio de Janeiro |

Mônica Imbuzeiro/Agência O Globo
Antônio Barros estava trabalhando em casa quando laje desabou
O ex-presidente do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Social), Antônio Barros de Castro, de 73 anos, morreu na tarde deste domingo (21) depois do desabamento da laje da casa onde morava na rua Icatú, no Humaitá, na zona sul do Rio de Janeiro.

Bombeiros do quartel do bairro foram acionados. No entanto, quando chegaram, Antônio Barros já estava sem vida.

Filha de Antônio Barros, Ana Clara Barros afirmou que o pai estava trabalhando quando a laje caiu. Segundo ela, a família morava no local há 30 anos.

A casa era muito antiga mas não havia sinais de rachaduras ou infiltrações. De acordo com Ana, a residência passou por reformas. Ela disse, no entanto, que técnicos da Defesa Civil lhe disseram após o acidente de que a laje foi mal feita.

" A vida era trabalhar. Contribuir para o pensamento econômico brasileiro", disse.

Antônio Barros presidiu o BNDES entre outubro de 1992 e março de 1993 durante o governo Itamar Franco. Foi também diretor de planejamento do banco entre 2005 e 2007. Atualmente, atuava como professor emérito do Instituto de Economia da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), escrevia artigos, participava de seminários e estava produzindo um livro sobre desenvolvimento.

O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, lamentou a morte de Barros e lembrou a sua trajetória acadêmica e econômica.

"O professor Barros de Castro foi capaz de conciliar uma brilhante carreira acadêmica, tornando-se uma referência no pensamento econômico brasileiro, com o enfrentamento de grandes desafios como homem público", declarou

De acordo com Luciano, o ex-presidente do BNDES deixa uma grande contribuição ao país..

"Ele deixa para todos nós um legado de compromisso com o desenvolvimento do Brasil, e sem dúvida, fará muita falta ao nosso país", disse.

A família ainda não definiu os horários do velório e do enterro. Ana Clara afirmou, no entanto, que o corpo será velado na capela da UFRJ, no campus da Praia Vermelha, na Urca, zona sul do Rio. Antônio Barros deixa quatro filhos.


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