Exército já não faz resgates aéreos de sobreviventes

Equipe do iG acompanha voo de helicóptero dos militares para entregar mantimentos a pessoas isoladas na Região Serrana

Raphael Gomide, enviado a Teresópolis (RJ) |

O Exército já não faz resgates aéreos de sobreviventes das chuvas em Teresópolis desde o domingo (16). Embora os militares tenham buscado de helicóptero 65 pessoas em áreas isoladas, de acordo com a corporação, não existe mais demanda para esse tipo de atividade na cidade.

Na prática, acredita-se que não haja mais pessoas isoladas especificamente em áreas de risco. Depois de uma semana, as autoridades consideram muito remotas as chances de encontrar sobreviventes soterrados com vida.

As aeronaves militares continuam subindo e pousando pela região, mas agora a missão é de distribuição de bebidas e de alimentos para populações isoladas. Muitas áreas perderam pontes e têm difícil acesso por causa da lama.

O iG acompanhou uma dessas atividades, voando em helicópteros Pantera e Esquilo pela área rural de Teresópolis até a localidade de São Bento, no município vizinho de Sumidouro.

No Pantera, estava o general-de-brigada Peternelli, comandante da Aviação do Exército, sediada em Taubaté (SP). É de lá que vieram os seis helicópteros da Força que atuam na operação de socorro às vítimas das chuvas na Região Serrana.

O voo partiu da Granja Comary, da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), onde estão concentradas as operações aéreas na região, com aeronaves do Exército, Polícia Civil e Corpo dos Bombeiros. Os helicópteros estão atuando a partir de demandas recebidas e coordenadas pelo Centro de Gerenciamento de Crise, da prefeitura. A viagem durou cerca de 50 minutos, entre a partida e o retorno.

No helicóptero de mantimentos – tripulado por um general, um capitão e um sargento mecânico, além do repórter do iG –, havia água, frutas, sacos pretos com gêneros alimentícios básicos para serem distribuídos para moradores de áreas isoladas. O fotógrafo foi em outra aeronave.

Ao chegar a uma escola municipal para a distribuição, crianças, cerca de 40 homens e mulheres aguardavam e fizeram fila para receber o material, fruto de doações de todo o país. Uma pequena corrente humana se formou para repassar os mantimentos.

Desde o início das operações, os militares distribuíram cerca de 480 cestas básicas, 3.000 litros d’água, além de remédios, em especial insulina e medicamentos para pressão alta.

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