Ex-comandante acusado de morte de juíza nega participação no crime

Tenente-coronel Cláudio Luiz de Oliveira disse que não tinha problemas com Patrícia Acioli

AE |

selo

O tenente-coronel Cláudio Luiz Silva de Oliveira, ex-comandante do 7º Batalhão da Polícia Militar, preso sob acusação de ser o mandante do assassinato da juíza Patrícia Acioli, ocorrido em agosto, em Niterói (região metropolitana do RJ), negou o crime nesta sexta-feira (18).

Ele foi interrogado pelo juiz Peterson Simão, da 3ª Vara Criminal de Niterói, durante o julgamento dos 11 PMs acusados pelo crime. A magistrada foi morta no dia 11 de agosto, com 21 tiros, em Piratininga, em Niterói.

Leia também: 'Me senti injustiçado e resolvi executá-la', diz PM acusado de morte de juíza

Oliveira declarou que não tinha problemas com a magistrada e que a relação entre eles era apenas formal e profissional. "Quando ela tinha uma necessidade fazia contato comigo e, quando eu tive necessidade, eu a procurei", disse.

Quando perguntado sobre a atuação de Patrícia nos processos envolvendo autos de resistência, Oliveira disse que "a doutora Patrícia era muito contundente". Mas afirmou que "o que o Batalhão sempre mostrou incômodo era com relação a um policial civil da 72ª DP que normalmente descaracterizava os autos de resistência, transformando-os em homicídio".

Leia também : PM acusado da morte de juíza diz que foi obrigado a mentir em depoimento

Oliveira afirmou que não sabe quem matou a juíza. "A gente também não compactua com esse tipo de situação. Ninguém quer ver a impunidade. A gente quer que o processo corra da forma mais tranquila e serena possível e que o culpado seja responsabilizado", disse. O julgamento continua e não há data para ser concluído.

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG