Estou na esperança de encontrarem o meu filho

Sargento do Corpo de Bombeiros da cidade ajuda nas buscas de companheiros de trabalho que foram soterrados

Anderson Dezan, enviado especial a Nova Friburgo |

Há 24 anos no Corpo de Bombeiros de Nova Friburgo, o sargento Rivaldo Libório estava de férias quando foi convocado para trabalhar no socorro às vítimas das chuvas que atingiram a Região Serrana do Rio. “Nunca enfrentei uma operação como essa. Nas tragédias anteriores a chuva ficava concentrada em apenas uma parte da cidade, mas dessa vez Friburgo está parcialmente destruída”, disse.

Além das centenas de vidas perdidas em toda a região, o sargento lamenta o fato de ter que buscar companheiros de trabalho que foram soterrados enquanto tentavam resgatar vítimas. “Sete bombeiros foram soterrados. Quatro foram encontrados com vida, mas outros três ainda não”.

Carlito Freitas acompanha de perto o resgate dos bombeiros soterrados. Seu filho caçula, Flávio Freitas, de 24 anos, estava há dois anos na corporação e ainda não foi encontrado. “Estou na esperança de encontrarem o meu filho. Ele sempre teve o sonho de ser bombeiro. Agora é esperar”, disse com os olhos marejados.

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