¿Estamos sem luz e deitados no chão¿, diz moradora do Complexo do Alemão

Comunidade, refúgio de traficantes que fugiram da Vila Cruzeiro, está cercada pela polícia

Carmen Moreira, iG Rio de Janeiro |

Agência O Globo
Complexo do Alemão
Militares do Exército e as polícias Militar, Civil e Federal já invadiram a Vila Cruzeiro, na Penha, zona norte do Rio, e estão cercando o Complexo do Alemão, onde centenas de traficantes se refugiaram na tarde da última quinta-feira (25). O confronto, deflagrado desde então, coloca em risco e aterroriza moradores da comunidade. “Estamos sem luz desde a manhã deste sábado e deitados no chão com medo dos tiros”, relatou B.S., moradora do Complexo.

A corretora lamentou o fato de não ter informações sobre o que está acontecendo do outro lado de sua janela. “Só escuto muitos tiros e temo pela segurança da minha filha pequena”. Informada de que traficantes começaram a se render, respirou mais aliviada: “Espero mesmo que tudo acabe bem e com o menor número possível de tiros”.

Para B., no entanto, todo esse confronto entre traficantes e polícia terá valido a pena se uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) for instalada na região. “Queremos paz. Sei que é preciso ter guerra primeiro para depois melhorar, então vamos enfrentar essa situação”.

B. contou que durante a manhã teve que fazer compras, mas optou por não sair da comunidade. “Fui a um mercado aqui dentro mesmo. Fiquei com medo de sair e não conseguir voltar”.

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