Estado do Rio tem mais de 7 mil casas expostas a riscos de deslizamento

Conclusão é de um estudo feito pelo governo estadual. Nas residências em risco, vivem 32 mil pessoas

iG Rio de Janeiro |

Mapeamento elaborado pelo Serviço Geológico do Estado do Rio de Janeiro revela que 7.683 casas em todo território fluminense, onde vivem 32 mil pessoas, estão expostas a riscos de desabamento e deslizamento no caso de chuvas fortes.

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De acordo com o presidente do Departamento de Recursos Minerais, Flávio Erthal, o estudo é o primeiro passo para evitar tragédias como a que atingiu a Região Serrana em janeiro deste ano quando cerca de 900 pessoas morreram.

"Esse levantamento será repassado aos municípios. Agora, nós temos os pontos de risco definidos o que permite que essas áreas sejam monitoradas e os moradores avisados sobre os riscos ", afirmou o geólogo.

Na região serrana, esse trabalho já vem sendo desenvolvido ao longo do ano. A idéia agora é focar na prevenção nessas outras cidades mapeadas. A população passará por treinamentos de como agir nesses casos. Placas serão instaladas indicando rotas de fuga e pontos de abrigo seguro, como escolas e igrejas.

Como não será possível instalar alarmes em todas as áreas, líderes comunitários receberam telefones celulares do Governo do Estado. Eles serão informados por SMS sobre condições meteorológicas e podem colaborar monitorando suas comunidades.

O Estado solicitou ainda às prefeituras que disponibilizem funcionários para serem capacitados para atuar em emergências. Eles receberão um kit contendo capa de chuva, lanterna e apito (para alerta). Segundo o secretário de Defesa Civil, Sérgio Simões, a participação de todos é fundamental.

"Não há outra solução que não envolva a mobilização das pessoas, por isso há a necessidade de treinamento. Esse é o papel da Defesa Civil. A comunidade organizada pode colaborar para diminuir danos e preservar vidas", disse o secretário.

Famílias serão reassentadas

Para longo e médio prazo, está prevista a instalação de novos sistemas de alarme em todas as áreas de risco iminente. Em casos mais críticos, está sendo estudada a realocação definitiva de famílias. Para isso, as prefeituras vão identificar regiões com possibilidade de receber unidades do programa Minha Casa, Minha Vida do governo federal. O vice-governador e coordenador de Infraestrutura, Luiz Fernando Pezão, anunciou a destinação de recursos para esta finalidade.

"Muitas obras já foram realizadas, inclusive contenção de encostas. Vamos iniciar a dragagem de rios com recursos do governo federal. Além disso, estamos disponibilizando R$ 50 milhões para desapropriações e infraestrutura de terrenos que possam receber o Minha Casa, Minha Vida. Nós teremos um verão preocupante com previsão de chuvas fortes e há encostas e terrenos ainda frágeis. Por isso, o trabalho de prevenção é fundamental",  afirmou Pezão.

 O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) disponibilizará linhas de financiamento no valor total de R$ 5 milhões para a elaboração de projetos executivos com o objetivo de captar recursos do Ministério das Cidades.

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