"Esperamos que não haja confrontos", diz presidente de associação

"Quem comete delito deve ser preso, e não morto", diz Líder do Movimento Popular de Favela. Operação na Rocinha tem início com a entrada da Polícia Federal Rodoviária

Paula Costa, especial para o iG |

O ex-presidente da Associação de Moradores da Rocinha, William de Oliveira, afirmou na madrugada deste domingo que as pessoas que vivem na região só devem apoiar totalmente a ocupação da favela , na zona sul do Rio de Janeiro , após a operação. "A Rocinha tem 200 mil habitantes, há uma diversidade de opinião. Depois da ocupação, o policial terá que mostrar como vai tratar a comunidade, aí sim todos serão a favor", declarou.

Sobre a operação, William, que hoje preside o Movimento Popular de Favela, espera que não haja confrontos com os traficantes. "Só quero que deem prioridade à vida. Quem comete delito deve ser preso, não morto", diz. Ele ainda defendeu uma maior atenção à Rocinha e disse que o Governo deve priorizar agora outras questões da comunidade, e não apenas a segurança. "Nós temos várias áreas precárias, são pessoas que moram em situação desumana. Esperamos ser tratados como prioridade."

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