“Errei quando chamei os bombeiros de vândalos”, diz Sérgio Cabral

Em entrevista à CBN, governador do Rio fez “mea culpa” sobre a crise com militares e se mostrou a favor da anistia

iG Rio de Janeiro |

Um dia depois da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) aprovar o projeto de lei que concede anistia aos bombeiros que invadiram o Quartel-Central da corporação, o governador Sérgio Cabral fez “mea culpa” nesta quarta-feira (29) sobre a crise com a categoria que dura há quase um mês. Em entrevista à CBN, ele declarou que o governo e os militares erraram e que faltou diálogo entre as partes.

“O movimento errou em invadir o quartel. Eu errei quando chamei os bombeiros de vândalos , uma categoria querida pela população. Quando os dois lados erram, os dois têm que avaliar. Eu estou fazendo minha ‘mea culpa’”, disse Cabral.

Para o governador, a anistia aprovada pela Alerj “vai ao encontro do desarmamento de espírito”. O projeto de lei foi assinado por 50 deputados e será enviado a Cabral para sua sanção. A anistia é somente administrativa o que significa que os militares continuam respondendo a um processo na Justiça.

Segundo o presidente da Alerj, deputado Paulo Melo, a medida aprovada contou com a intermediação de Cabral. “O governador me garantiu que sancionaria a proposta”, anunciou na terça-feira (28). “Um compromisso junto a uma categoria que tem um histórico de serviços prestados”, completou.

Reajuste salarial

Além da anistia, a Alerj também aprovou a mensagem enviada pelo governador Sérgio Cabral no início deste mês solicitando um reajuste salarial de 5,58% para os bombeiros , policiais civis e militares a partir de julho. O texto será enviado à sanção de Cabral, que assinará a proposta.

Os deputados estaduais aprovaram ainda o projeto de lei que permite o uso do Fundo Especial do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro (Funesbom) com despesa de pessoal.

A intenção da proposta é permitir que 30% dos recursos arrecadados com o Funesbom sejam usados para pagamento de “remuneração especial por mérito, por capacitação, pelo exercício de encargos extraordinários, por lotação e por desempenho dos militares”. Até então, o fundo só era usado para custear a compra e a manutenção de equipamentos e para o treinamento dos bombeiros.

Assista ao vídeo sobre a crise dos bombeiros:  Caso não consiga ver este vídeo, clique para assistir na TV iG: 

Aprovada a anistia de militares que invadiram o quartel no RJ

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