Enxoval do filho de Nem da Rocinha com Danúbia custou mais de R$ 4.700

Investigação da polícia mostra que traficante encomendou roupas de bebê e móveis em lojas de elite do Rio, por meio de seu “laranja”, Feijão

Raphael Gomide, iG Rio de Janeiro |

Reprodução/Internet
Danúbia, usando cordão com a letra "N" de Nem, encomendou a Feijão o enxoval do seu filho com o marido
O enxoval do nascimento da filha do traficante Antônio Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha , com Danúbia de Souza Rangel custou ao menos R$ 4.755,40 em compras realizadas no período de cinco dias, em lojas de luxo, apontam investigações da Polícia Civil. O menino hoje tem cerca de 2 anos.

O montante foi pago por Vanderlan Barros de Oliveira, o Feijão , denunciado pelo Ministério Público do Estado do Rio como “braço-direito” e responsável por lavar o dinheiro do tráfico para Nem.

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O traficante encomendou roupas de bebê e móveis em lojas infantis de elite, como Lilica e Tigor, Alphabeto, Decor Baby.

O pedido dos móveis, no valor de R$ 2 mil, foi feito em 8 de dezembro de 2009, tendo como endereço de entrega o lava-jato de Feijão. “A análise dos extratos bancários da empresa de Vanderlan permite observar novo gasto com decoração infantil, de R$ 2 mil, direcionado à Decor Baby”, disse o Ministério Público.

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Danúbia, após ser presa, com uniforme penitenciário
“Curiosamente, esse “pedido de compra” estava em poder de Vanderlan quando de sua condução à Delegacia de Polícia em 11/12/2009, o que também indica ser ele o responsável pelos pagamentos das compras de Danúbia”, escreveu o MP na denúncia. De acordo com a denúncia, Danúbia “ostenta portentoso estilo de vida” . Ela, que chegou a ser conhecida como "Xerifa da Rocinha", foi presa e agora vive sem glamour na cadeia .

De acordo com as investigações, Feijão abriu duas empresas de fachada - um lava-jato e uma distribuidora de gelo - com o intuito de lavar dinheiro do tráfico de drogas e lhe dar uma aparência de legalidade. O líder comunitário também usava as contas das empresas para pagar despesas pessoais de Nem e de Danúbia.

Para facilitar o desembolso do dinheiro, a mulher do traficante foi apresentada por Feijão, no banco, como funcionária de seu lava-jato. Assim, tinha acesso à conta-corrente e gastava em nome da empresa. Na verdade, era dinheiro do tráfico.

Reprodução da internet
Feijão, apontado pelo MP e pela polícia como "laranja" de Nem
Segundo o MP, a análise dos extratos bancários da empresa de Vanderlan mostra gasto de R$ 2 mil com decoração infantil, direcionado à Decor Baby. “Entre os dias 2 e 3 de dezembro de 2009, a empresa de Vanderlan fez compras no valor total de R$ 2.755,40 nas lojas infantis ‘Lilica e Tigor’ e ‘Alphabeto’, o que evidencia que era ele o responsável pelas compras do enxoval para o filho que Danúbia esperava à época do traficante Nem.”

Assim, em apenas cinco dias, a empresa de Vanderlan gastou R$ 4.755,40 no enxoval e móveis de criança para o filho do traficante Nem, o que, segundo o MP, "demonstra inquestionavelmente que Vanderlan funcionava como verdadeiro 'laranja' de Nem, movimentando pela conta de seu estabelecimento comercial parte do dinheiro arrecadado na venda ilícita de drogas na Rocinha”.

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