Empresário de SP era um dos responsáveis por bingo ilegal no Rio

Polícia investiga a participação de outros investidores paulistas no esquema

Anderson Dezan, iG Rio de Janeiro |

Um empresário de São Paulo, que trabalha na área de investimentos, era um dos responsáveis pelo bingo clandestino que funcionava em uma mansão de luxo localizada no bairro da Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio. De acordo com a 16ª DP (Barra da Tijuca), o suspeito, cuja identidade não foi revelada, será indiciado pelos crimes de jogo de azar e formação de quadrilha.

Segundo o delegado Rafael Willis, há a suspeita de que outros empresários paulistas estejam envolvidos no esquema. “Vou investigar como funcionava essa rede de jogos de azar e, caso seja necessário, vou acionar a Polícia Civil de São Paulo”, disse o delegado ao iG .

O bingo clandestino foi fechado por policiais da 16ª DP na noite de quarta-feira (3). Os agentes chegaram ao local através de uma denúncia anônima. Cerca de 70 pessoas que estavam no estabelecimento, entre funcionários e clientes, foram detidas e levadas para a delegacia para prestar depoimento.

A ação aconteceu na inauguração do bingo clandestino. Na chegada dos policiais estava sendo servido um coquetel. Na mansão, foram apreendidas mais de 143 máquinas caça-níqueis, além de armas e explosivos de uso exclusivo das Forças Armadas. “Com esse maquinário, eles poderiam faturar, em média, R$ 3 milhões por mês”, informou Willis.

Avaliada em R$ 10 milhões, a mansão de três andares utilizada no esquema possui 12 quartos, duas cozinhas, piscina com cascata, ar-condicionado-central e um sistema de monitoramento de segurança por câmeras. Os responsáveis pelo bingo clandestino pagavam aproximadamente R$ 65 mil de aluguel por mês pelo imóvel.

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