Em vídeo, autor do massacre dá detalhes de como planejou ataque à escola

Wellington diz que esteve no colégio três dias antes da tragédia para se infiltrar e que raspou a barba para não chamar atenção

iG Rio de Janeiro |

Reprodução/Agência O Globo
Wellington conta detalhes de como planejou os crimes
Um vídeo exibido pelo Jornal Nacional, da TV Globo, nesta terça-feira (12) mostrou o autor do massacre na Escola Municipal Tasso da Silveira, Wellington Menezes de Oliveira, falando sobre como planejou o ataque ao colégio. Na ação, ocorrida na última quinta-feira (7), 12 estudantes morreram .

Nas imagens, Wellington diz que o vídeo foi gravado na terça-feira (5), dois dias antes da tragédia. Na primeira parte exibida, o assassino fala de forma calma e ao mesmo tempo confusa sobre supostas razões que o levaram a cometer os crimes. Na sexta, a polícia divulgou vários vídeos deixados por ele. O iG decidiu não publicá-los por entender que poderiam estimular mais violência .

"A luta pela qual muitos irmãos no passado morreram e eu morrerei não é exclusivamente pelo que é conhecido como bullying. A nossa luta é contra pessoas cruéis, covardes, que se aproveitam da bondade, da inocência, da fraqueza de pessoas incapazes de se defenderem"

Em outro trecho, o assassino diz que esteve na escola na segunda-feira anterior ao massacre e que raspou a barba para não chamar atenção. Em fotos divulgadas pela polícia, o atirador apareceu usando barba semanas antes do ataque. 

"Hoje, é segunda... terça-feira, aliás. Eu fui ontem, segunda. Hoje é terça-feira, dia 5. E essa foi uma tática para não despertar atenção. Apesar de eu ser sozinho, não ter uma família praticamente, eu vivo sozinho, não tenho pessoas a dar satisfação. Mas como eu precisava ir no local e interagir com pessoas, para não chamar atenção eu decidi raspar a barba”, diz o trecho.

Em outra parte do vídeo, Wellington descreve como planejou a ação.

"Os irmãos observaram que eu raspei a barba. Foi necessário, porque eu já estava planejando ir no local para estudar, ver uma forma de infiltração. Eu já tinha ido antes, há muitos meses atrás, eu fui, eu ainda não usava barba. Eu fui para dar uma analisada”.

Nesta terça-feira, a Polícia Civil informou que o laudo cadavérico indicou que Wellington cometeu suicídio após ter sido baleado por um policial militar.

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